
O número de mortes no trânsito no ABC voltou a crescer em maio e acende alerta para a segurança viária na região. Dados do Infosiga divulgados nesta terça-feira (16/06) mostram que o ABC registrou 23 vítimas fatais no período, contra 19 em abril, alta de 21%. O resultado é o segundo mais elevado de 2026 e fica próximo ao registrado em janeiro, quando o sistema contabilizou 22 óbitos.
Apesar do avanço em relação ao mês anterior, o cenário ainda é melhor do que o observado em maio de 2025, quando a região somou 30 mortes no trânsito.
O levantamento reforça um cenário já observado nos últimos anos: os motociclistas seguem sendo as principais vítimas da violência viária. Das 23 mortes registradas em maio, 13 envolveram usuários de motocicletas, o equivalente a 57% do total. Entre os casos, sete ocorreram em colisões, cinco em choques e um não teve a dinâmica informada. A predominância dos motociclistas nas estatísticas acompanha o crescimento da frota e o aumento da utilização desse meio de transporte, especialmente por trabalhadores que dependem da moto para atividades profissionais e deslocamentos diários.
Pedestres
Os pedestres aparecem como o segundo grupo mais afetado, com sete mortes registradas no período, todas provocadas por atropelamentos. O número representa 31% dos óbitos contabilizados no mês. Apenas uma vítima ocupava um automóvel. Já em relação à faixa etária, pessoas entre 35 e 59 anos concentraram mais da metade das mortes, com 12 vítimas fatais.
Embora o aumento tenha sido regional, os números mostram realidades distintas entre os municípios. São Bernardo, que havia liderado os registros em abril com 11 mortes, apresentou redução de 36% e encerrou maio com sete óbitos. Três das vítimas eram pedestres atropelados e a faixa etária entre 55 e 59 anos concentrou o maior número de casos.
Na contramão, Santo André registrou uma das maiores altas do período. O município passou de dois para seis óbitos entre abril e maio, crescimento de 200%. Cinco das seis vítimas utilizavam motocicletas. Diadema também apresentou avanço expressivo, saltando de três para seis mortes. Metade dos casos envolveu motociclistas e a faixa etária entre 35 e 39 anos registrou a maior concentração de vítimas.
Em Mauá, os registros passaram de um para dois óbitos. Um dos casos envolveu um motociclista vítima de colisão e o outro teve como vítima um pedestre atropelado. Ribeirão Pires registrou queda, passando de duas para uma morte. A vítima era um homem entre 45 e 49 anos que conduzia uma motocicleta e morreu após sofrer um choque. São Caetano contabilizou uma morte em maio após encerrar abril sem registros fatais. O caso envolveu um motociclista vítima de colisão. Rio Grande da Serra foi a única cidade da região que não registrou mortes no trânsito durante o período analisado.
Acidentes na região
Nas últimas semanas, diferentes acidentes voltaram a chamar a atenção para os riscos enfrentados por motoristas, motociclistas e pedestres. Em Diadema, no dia 9 de junho, uma sequência de colisões envolvendo quatro veículos e uma motocicleta provocou congestionamento na Rodovia dos Imigrantes, na altura do km 14, sentido Capital.
Segundo a Artesp, o acidente teve início após um veículo apresentar pane mecânica e parar sobre a pista. Uma van atingiu o automóvel e, na sequência, um motociclista também colidiu no local. O condutor da moto sofreu ferimentos moderados e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar.
Já em São Bernardo, um carro atingiu um poste na rua Marechal Badóglio, no bairro Rudge Ramos, na manhã desta segunda-feira (15/06). Apesar da força do impacto, não houve registro de vítimas. As circunstâncias do acidente não foram divulgadas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
