
Capitão da seleção holandesa, que empatou na estreia da Copa do Mundo neste domingo, por 2 a 2, com o Japão, pelo Grupo F, o experiente zagueiro Virgil Van Dijk, de 34 anos, se mostrou crítico à implementação da pausa para hidratação adotada pela Fifa nesta edição do Mundial.
O novo protocolo prevê pausas de três minutos para hidratação e descanso dos jogadores em todos os tempos das partidas, geralmente realizadas após os 22 minutos de cada etapa. Autor do primeiro gol do duelo disputado no AT&T Stadium, em Arlington, no Texas, Van Dijk acredita que a interrupção prejudica o andamento do jogo e questiona interesses comerciais.
“As pausas para hidratação são um pouco curiosas. Eu vi praticamente todos os jogos até hoje. Sempre interromper o jogo para fazer publicidade é algo de que não gosto. Para quem está assistindo pela TV, também não é muito agradável”, comentou o defensor em entrevista na zona mista após o duelo.
Com a competição em três países diferentes, Estados Unidos, México e Canadá, a questão climática passou a ser amplamente discutida, principalmente devido ao forte calor do verão no hemisfério norte. No entanto, a parada, segundo a Fifa, será aplicada independentemente da temperatura ou do horário, inclusive em estádios cobertos e climatizados.
O fato de todos os jogos contarem com a pausa também incomoda Virgil, que diz compreender a situação em casos de calor extremo. “Se estiver realmente muito calor, faz sentido haver essas pausas, mas penso que é preciso analisar cada jogo individualmente”, completou o atleta do Liverpool.
No Brasil, principalmente durante as disputas dos estaduais, a pausa para hidratação não é novidade para o torcedor, mas passou a ganhar maior destaque internacional na disputa do primeiro Mundial de Clubes da Fifa, realizado no ano passado também em território estadunidense.
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