Paulo Sérgio também comentou a passagem de Endrick no Real Madrid, quando ficou no banco com Ancelotti (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Campeão da Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira, o ex-atacante Paulo Sérgio avaliou a situação de Endrick, que ficou no banco de reservas e não entrou na partida contra o Marrocos, estreia do Brasil no Mundial. Ele alertou para o risco de expor o jovem de 18 anos em um cenário de instabilidade no time de Carlo Ancelotti.
Paulo Sérgio lembrou que o atacante já viveu situação semelhante no Palmeiras, quando o técnico Abel Ferreira optou por não utilizá-lo em algumas partidas pela falta de experiência. “O Endrick é um jogador que já conhecemos, mas o Abel já pôs o Endrick na tribuna porque ele entendeu que o Endrick precisava de maturidade. Ele volta a jogar e decide sozinho aquele jogo contra o Botafogo”, afirmou Paulo Sérgio, em live desta segunda-feira (15/06).
O ex-jogador também comentou a passagem de Endrick pelo Real Madrid, quando o atacante também amargou o banco de reservas com Ancelotti. “Ele chega no Real Madrid, já estava com a cabecinha lá em cima, golinha virada, virada de shortinho. Já mudou a cabeça de novo. O que o Ancelotti faz? Coloca ele no banco. Jogadores do lado não o cumprimentavam. Então alguma coisa estava acontecendo no Real Madrid”, disse.
Na avaliação de Paulo Sérgio, Endrick tem capacidade para disputar espaço na seleção brasileira, mas a comissão técnica precisa escolher o momento adequado para utilizá-lo. “O Endrick é melhor do que o Igor Thiago? É. Faz a função do Matheus Cunha? Faz. Agora, é preciso colocá-lo no momento certo. Se você coloca o Endrick naquele momento em que estava uma bagunça, você queima o jogador”, completou.
O Brasil volta a campo na sexta-feira (19), contra o Haiti, na Filadélfia. No dia 24, o adversário será a Escócia, em Miami.