
A Ecovias Imigrantes concluiu a instalação dos equipamentos do Pedágio Eletrônico/Siga Fácil, novo sistema de cobrança em implantação no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Com isso, teve início a fase de testes e validação da tecnologia e dos processos operacionais.
Os pórticos estão instalados na via Anchieta (km 33) e na rodovia dos Imigrantes (km 29), em ambos os sentidos, sem cobrança para os usuários. As estruturas irão substituir as atuais praças de pedágio com cabines, localizadas nos quilômetros 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta, que futuramente serão desmobilizadas.
A etapa de testes é necessária para assegurar a confiabilidade do sistema e proporcionar a melhor experiência aos motoristas. O trabalho agora envolve testes técnicos, integrações sistêmicas e calibração dos equipamentos responsáveis pela leitura e identificação dos veículos. A Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) acompanha todo o processo e fará a homologação do sistema após o cumprimento de todas as etapas.
“Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo de cobrança”, afirma Ronald Marangon, diretor-superintendente da Ecovias Imigrantes.
Tecnologia e assertividade
Os pórticos utilizam tecnologia avançada de identificação veicular aplicada em sistemas de cobrança de fluxo livre no Brasil e no exterior. O conjunto é composto por câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos por meio da leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso.
As câmeras com tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) realizam a leitura das placas dianteiras e traseiras em todas as faixas da rodovia. Os sensores a laser fazem a classificação dos veículos conforme características como altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes e suspensos.
As antenas responsáveis pela identificação das tags complementam as informações captadas pelos equipamentos. Todos os dados são enviados a um sistema central de processamento, responsável pela validação das informações registradas e pelo cálculo da tarifa correspondente à passagem do veículo.
A fase de testes inclui validações operacionais e cruzamento de dados para conferência das leituras realizadas pelos equipamentos. O sistema foi desenvolvido para operar com alto nível de precisão na identificação dos veículos, com base em parâmetros já aplicados em operações de pedágio eletrônico no país.
A implantação integra o processo de modernização da infraestrutura rodoviária paulista conduzido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e da Artesp.
Vale destacar que a EcoRodovias foi pioneira na operação do modelo no Estado. A Ecovias Noroeste Paulista, também administrada pelo grupo, foi a primeira concessão estadual de São Paulo a operar o sistema de Pedágio Eletrônico.
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