O Centro Universitário Fundação Santo André acaba de anunciar o lançamento de dois novos cursos de graduação: Engenharia Mecatrônica e Bacharelado em Terapia Ocupacional. As novas formações reforçam a estratégia da instituição de ampliar a atuação em áreas ligadas à inovação tecnológica, automação industrial, inteligência artificial e saúde, acompanhando as transformações do mercado de trabalho e as demandas da região.
As novas opções de cursos já passam a integrar o Vestibular 2027 da instituição, que atualmente está com inscrições abertas para o vestibular de inverno. Quem fez o anúncio foi o professor Mário Garcia, coordenador da área de Engenharia, Arquitetura e Química da Fundação Santo André, que em entrevista ao RDtv, adianta que a criação dos cursos surgiu a partir de uma análise do cenário industrial do ABC, especialmente diante do avanço da indústria 4.0 e 5.0.
“A ideia justamente é vir cobrir as necessidades que o mercado da nossa região pede. A engenharia mecatrônica é uma engenharia bem específica, ela tem um campo de atuação cada vez mais crescente”, comenta ao frisar da crescente demanda por profissionais especializados em automação e sistemas inteligentes no mercado de trabalho da região.
Segundo o professor, a nova graduação será a 11.ª engenharia oferecida pela Fundação Santo André, o que consolida a trajetória da instituição iniciada em 2003 na formação de engenheiros. O curso integra conhecimentos de mecânica, eletrônica, automação, programação e inteligência artificial, preparando profissionais para atuar em ambientes industriais altamente tecnológicos e conectados.

Ainda de acordo com o coordenador, o avanço da automação já faz parte da rotina industrial e exige profissionais cada vez mais especializados. “A gente vê que isso vai desde o portão da sua casa até o robô mais sofisticado de construção de equipamentos dentro das indústrias. Esse profissional, como você disse, na nossa região, nós não temos tanta formação específica como essa”, destaca Mário Garcia.
Segundo a instituição, o curso foi estruturado para acompanhar o processo de modernização industrial do ABC, região historicamente ligada aos setores automotivo e metalúrgico e que hoje enfrenta uma demanda crescente por profissionais especializados em automação, robótica e inteligência artificial.
Para Mário Garcia, a formação dessa mão de obra precisa acontecer de forma planejada para atender às transformações da indústria regional. “Quando a gente decide avançar nesse processo de industrialização da nossa região, nem sempre já tem toda a mão de obra formada. Você leva cinco anos para formar um engenheiro. Então, tudo isso tem que crescer de uma forma planejada”, explicou.
Inteligência artificial desde o primeiro semestre
A Fundação Santo André também aposta na integração da inteligência artificial como parte da formação acadêmica. Segundo Mário Garcia, todos os cursos da área já contam com disciplina obrigatória sobre IA desde o primeiro semestre.
“Nós damos um curso de inteligência artificial pros alunos no primeiro semestre. Mostramos que a IA é uma ferramenta — mas só é efetiva se você souber analisar e criticar seus resultados”, afirma. Ainda de acordo com o coordenador, a instituição busca preparar os alunos para utilizarem a tecnologia de forma estratégica, e não apenas operacional.
“Nós somos pioneiros nessa iniciativa da inteligência artificial dentro da engenharia. Conversamos junto com o CREA e mostramos como é que os nossos engenheiros são integrados com a inteligência artificial”, diz.
Novos laboratórios e equipamentos
Além da atualização curricular, a Fundação afirma ter investido em novos laboratórios e equipamentos para acompanhar os avanços da indústria. Entre os recursos disponíveis estão laboratórios de robótica, controladores lógicos programáveis (CLPs) com inteligência artificial embarcada e softwares atualizados utilizados no mercado.
“Não adianta o aluno trabalhar com coisas ultrapassadas. A gente também tem que estar tão na ponta quanto as indústrias estão trabalhando hoje”, ressalta.
Outro diferencial citado pela instituição é a oferta de certificações por competências ao longo da graduação. A cada semestre, os estudantes recebem certificados relacionados às habilidades desenvolvidas no curso, o que pode facilitar a entrada no mercado de trabalho e a busca por estágios. “Mesmo que ele esteja procurando estágio, já leva um certificado de que tem essas competências desenvolvidas no curso”, explicou o coordenador.

Terapia Ocupacional amplia atuação na saúde
Além da Engenharia Mecatrônica, a Fundação Santo André passa a oferecer o Bacharelado em Terapia Ocupacional e amplia sua atuação na área da saúde. A proposta do curso é formar profissionais voltados ao cuidado humanizado, inclusão e promoção da autonomia de pacientes com limitações físicas, cognitivas, neurológicas ou relacionadas à saúde mental.
“A terapia ocupacional vai ser importantíssima para isso, uma vez que vai atender o pessoal da saúde, pessoal que busca maior qualidade de vida”, afirma. Mário Garcia.
A graduação prepara profissionais para atuação em hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas, instituições sociais e programas públicos de saúde. Segundo a instituição, a área vem ganhando cada vez mais relevância diante do envelhecimento populacional e das discussões sobre inclusão e saúde integral.
Com mais de 70 anos de atuação no ABC, o Centro Universitário Fundação Santo André conta atualmente com mais de 100 laboratórios e cursos nas áreas de Direito, Engenharia, Tecnologia, Arquitetura, Psicologia, Biomedicina, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial, entre outros.
Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
