
O jovem Davizinho, de 19 anos, nascido e criado em Ribeirão Pires, já coleciona títulos importantes no futsal nacional. Atualmente no elenco profissional do Magnus Futsal, o atleta realizou recentemente um dos maiores sonhos da carreira: estrear pela Seleção Brasileira usando a camisa 10.
Em entrevista, o jogador relembrou os primeiros passos no esporte ainda na infância, a trajetória por grandes clubes paulistas e a emoção de dividir a quadra com atletas que antes acompanhava apenas pela televisão.
O início da caminhada no futsal aconteceu cedo. Incentivado pelo pai, Davizinho começou a treinar aos quatro anos no Ribeirão Pires Futebol Clube. Pouco tempo depois, já se destacava nas competições locais.
“Meu primeiro campeonato foi com cinco anos, jogando contra crianças de sete e oito anos. Ganhei o troféu de revelação e de artilheiro. Foi ali que comecei a perceber que tinha talento”, relembrou.
A rápida evolução abriu portas no futsal paulista. Aos seis anos, passou a disputar competições da Federação Paulista e, após chamar atenção defendendo o Ribeirão Pires FC, recebeu convite do Corinthians, onde permaneceu por quase quatro anos.
Depois da primeira passagem pelo clube alvinegro, o atleta também atuou por Juventus e Santo André antes de retornar ao Ribeirão Pires em 2021, período marcado pela retomada das atividades esportivas após a pandemia de Covid-19. “Voltei para o Ribeirão e fui bem. Isso acabou abrindo novamente as portas do Corinthians”, contou.
O retorno ao time da capital marcou uma das fases mais vitoriosas da jovem carreira. Entre 2022 e 2024, Davizinho conquistou cinco títulos paulistas, um Campeonato Brasileiro e um Mundial.
Neste ano, o jogador acertou com o Magnus Futsal, equipe considerada uma das maiores potências da modalidade no Brasil e no mundo, com três títulos mundiais no currículo. Logo na chegada, participou da conquista da Copa Nacional de Araguari, em Minas Gerais. “Cheguei já ganhando título. Foi muito especial. O Magnus é hoje o maior time do futsal brasileiro e estar lá é muito gratificante”, afirmou.
Mesmo ainda integrando a categoria Sub-20, o atleta já faz parte do elenco profissional do clube e divide a rotina entre as equipes de base e principal. Segundo ele, a convivência com nomes consagrados do futsal brasileiro tem sido uma experiência transformadora.
“Tem jogadores que eu via pela televisão e hoje treinam comigo. Dois ou três anos atrás eu tirava foto com eles, agora estou dividindo quadra. Ainda não caiu a ficha”, disse.

Entre as referências citadas pelo jovem estão Rodrigo Capita e Leandro Lino, destaques do Magnus e da Seleção Brasileira.
Na última semana, Davizinho viveu mais um momento marcante na carreira ao ser convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 no Desafio Internacional, torneio disputado contra a Argentina, em Fortaleza.
Sem saber previamente qual numeração utilizaria, o atleta se surpreendeu ao encontrar a camisa 10 no vestiário. “Quando vi a 10 lá, senti a responsabilidade. É um número que eu gosto muito. Se me deram essa camisa, é porque confiaram em mim”, destacou.
Durante a competição, Brasil e Argentina empataram em 1 a 1 no primeiro confronto. Já na segunda partida, a equipe brasileira venceu por 4 a 2 diante da torcida em Fortaleza.
Apesar da rápida ascensão no futsal, Davizinho afirma manter os pés no chão e valorizar cada etapa da trajetória. “Demorou para cair a ficha das coisas, mas isso é bom porque aprendi a ser grato por tudo o que estou vivendo”, concluiu.
O atleta também fez questão de destacar o papel da família em sua caminhada no esporte. Segundo ele, o apoio dos pais, Marcio da Silva Signatto e Elaine da Silva Signatto, foi fundamental desde os primeiros anos no futsal.
“Meus pais sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos, me incentivando, levando para treinos, campeonatos e nunca deixando eu desistir. Tudo o que estou vivendo hoje também é mérito deles”, afirmou.
Davizinho ainda agradeceu às pessoas e instituições que participaram da sua formação esportiva, especialmente Matheus Penharbel, Emerson Gilarde e o Ribeirão Pires FC, clube onde iniciou a trajetória no futsal.
“Sou muito grato a todos que acreditaram em mim desde o começo. O Ribeirão Pires FC foi onde tudo começou e tenho um carinho enorme por cada pessoa que fez parte dessa caminhada”, completou.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
