A primeira fase das obras de reforma do antigo prédio da FAMA, local que será a sede do Campus Mauá do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), estão perto do fim. Segundo a diretora-geral Tamyris Bonilha, em entrevista ao RDtv desta terça-feira (14/04), as primeiras intervenções terminam ainda em abril. Cursos livres e do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) serão os primeiros a ter aulas no novo equipamento.
A segunda fase das obras, que vão de ampliação de espaços para a instalação de locais para as aulas de Educação física e a adequação do refeitório, tem início no mês de maio com entrega prevista para o final do ano.
“Então, mesmo com essas reformas acontecendo, haverá uma organização, tendo em vista que o prédio é grande, para que essas atividades já se iniciem sem nenhum prejuízo. Então, além do Pronatec e dos cursos de extensão, nós também já iniciaremos, no final de maio e início de junho, a oferta dos cursos de preparação para o vestibulinho do nosso futuro ensino médio integrado, que nós desejamos que seja em breve, para os estudantes do nono ano. É um projeto que se chama ‘Partiu IFSP Mauá’.”, explica a diretora-geral.
O ‘Partiu’ vai atender alunos da Escola Municipal Cora Coralina e de escolas estaduais que vão ter aulas das mais diversas disciplinas visando o vestibulinho. Além de aulas duas vezes por semana, os estudantes que vão participar do programa vão receber um auxílio mensal de R$ 200, conforme anunciado pela Prefeitura.

Alguns cursos foram implementados em parceria com outros campi do IFSP, além daqueles que são ministrados no formato online. Tal cenário também ocorre, pois os professores que vão dar aula no Campus Mauá ainda não foram contratados. A expectativa é que cerca de 70 profissionais estejam nas salas de aula do equipamento mauaense.
“Então, tendo em vista essa parceria, esse acordo de cooperação, nós vamos desenvolver cursos voltados para a formação de professores, nesse semestre, e para os gestores. Esse curso específico será no modelo híbrido, na modalidade híbrida, porque também há um trabalho que vai acontecer nas escolas, com a mediação das coordenações pedagógicas, e os encontros referentes ao Instituto Federal, com a ação dos professores, se dará do modo síncrono, mediado por tecnologia em plataforma, então esse é o modelo, por exemplo, desta parceria específica.”, fala Tamyris ao citar a parceria com a Prefeitura de Mauá na área de formação dos educadores.
Formação Cidadã
Além dos cursos que vão formar alunos para o mercado de trabalho, principalmente para o setor industrial, o Instituto Federal também crê na formação dos alunos como cidadãos, principalmente ao levar em conta o combate aos mais diversos tipos de preconceitos e violências.
“O Instituto Federal, ele tem como, dentre os seus documentos basilares de criação, como projeto de ensino, um projeto pedagógico, justamente a ênfase nessa formação humana, integral, voltada para o exercício da cidadania, para a inserção social. Então, independente do curso, nós temos hoje diretrizes institucionais que pontuam de maneira explícita a importância dos projetos pedagógicos de curso, dos perfis de egresso, que é aquele profissional que nós queremos formar, que contemplem a dimensão da ética, dos valores, da convivência, das diferenças, das pluralidades, que são marcas constituintes da nossa sociedade, inclusive o combate às desigualdades, ao racismo, à violência, à misoginia e ao capacitismo, e a todas as questões que acabam, muitas vezes, segregando e aprofundando problemas, e a própria escola, ela acaba sendo não só reprodutora, mas produtora dessas questões.”, completa.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
