
Atual campeão da Champions League, o Paris Saint-Germain deu mais um passo para a defesa do título. Nesta terça-feira (14/04), os comandados de Luis Enrique mostraram força, não se intimidaram com a pressão do lotado Anfield e se garantiram na semifinal após ganhar do Liverpool, novamente por 2 a 0 como na semana passada e, de novo, com superioridade em campo.
Depois de diversas boas chances desperdiçadas na primeira etapa, duas delas com Dembélé — que tentou a cobertura e depois errou o voleio dentro da pequena área —, o PSG garantiu o triunfo com belos gols do melhor do mundo: primeiro em batida de fora da área e, no fim, ao aparecer livre para concluir a troca de passes.
O time francês agora aguarda o vencedor do duelo desta quarta-feira (15), entre Bayern de Munique e Real Madrid, na Allianz Arena, na Alemanha. Os mandantes defendem vantagem de 2 a 1 obtida no Santiago Bernabéu.
No 37º aniversário da tragédia de Hillsborough, que vitimou 97 pessoas em 15 de abril de 1989, o Liverpool prestou homenagem com um minuto de silêncio respeitado por todos. Os jogadores carregaram tarjas pretas no braço.
Salah no banco
Apenas no banco de reservas no duelo na França, o egípcio Mohamed Salah mais uma vez ficou como opção para o decorrer da partida — substituiu Ekitike, com grave lesão, com apenas 30 minutos. Arne Slot, contudo, teve o retorno do goleador Alexander Isak, recuperado de fratura e grande esperança de gols.
Já Luis Enrique mostrou todo seu contentamento com a apresentação da ida ao repetir os 11 escalados no triunfo da semana passada, por 2 a 0, sem sobressaltos e de maneira soberana — poderia ter vencido até por goleada.
A confiança do Liverpool estava em sua força diante da torcida, enquanto os franceses apostaram no futebol ofensivo e envolvente para tentar calar Anfield pela segunda edição de Champions seguida e se colocar entre os quatro melhores.
O Liverpool entrou em campo sob o hino que virou tradição nas arquibancadas de Anfield, You’ll Never Walk Alone (você nunca estará sozinho), cantado em alto e bom som e que serve de combustível para missões ingratas como a desta terça-feira (14). Do outro lado, houve apoio não menos vibrante de três mil vozes francesas que enfrentaram o frio de Liverpool dispostas a “esquentar” seus ídolos por novo avanço no estádio.
A bola rolou, e o PSG precisou de dois minutos para mostrar que não seria defensivo, ao chegar à área de Mamardashvili, novamente na vaga do brasileiro Alisson, machucado, em duas oportunidades.
O Liverpool investiu em lançamentos longos e equivocados, enquanto o PSG trabalhou a bola com maestria e sempre causou perigo. Dembélé tentou a cobertura, e o georgiano salvou de soco. O melhor do mundo ainda errou voleio dentro da pequena área.
Depois de não acertar nenhuma finalização no alvo na ida, o Liverpool conseguiu chegar em cabeçada de Isak, que ainda parou nos pés do goleiro Safonov, mas em lance de impedimento. Salah entrou com 30 minutos e, no primeiro lance, cruzou para Van Dijk quase abrir o marcador. Marquinhos salvou no carrinho. A movimentada primeira etapa terminou sem gols.
Pressão do Liverpool
Arne Slot modificou seu ataque após o intervalo por causa do cansaço de Isak. O Liverpool ganhou força com Gakpo, que quase abriu o marcador em batida forte. Safonov espalmou para escanteio em pressão inicial dos mandantes. O PSG ficou acuado, algo raro na série.
Aos 18 minutos, os torcedores ingleses “explodiram” com a marcação de um pênalti de Pacho em Mac Allister. A reclamação foi grande do lado do PSG, e o VAR entrou em ação para corrigir o equívoco do italiano Maurizio Mariani, encoberto na jogada.
Após nova defesa de Safonov, o PSG encaixou bom contra-ataque: Kvaratskhelia achou Dembélé, que se livrou da marcação e bateu forte, de fora da área, para calar Anfield — torcedores ficaram incrédulos, com mãos na cabeça ou no rosto — e colocar os franceses na frente mais uma vez. Foi o primeiro chute no gol da equipe na etapa. Definiu a vaga no fim, ao receber livre de Barcola.
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