ABC - segunda-feira , 6 de julho de 2026

Taka se pronuncia após condenação e se diz sereno porque não atacou ninguém

Taka Yamauchi gravou vídeo afirmando que não cometeu crime de ofensa. (Foto: Repodução)

O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB) gravou vídeo nesta sexta-feira (26/12) para falar sobre a condenação, pela justiça eleitoral. O chefe do Executivo foi condenado a seis meses e 25 dias de detenção por ter associado o chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, ao crime organizado, durante debate no G1, na campanha de 2024. Em seu pronunciamento Taka sustenta que não ofendeu ninguém e que exerceu o direito democrático de questionar o destino de repasses vindos do Governo Federal.

No vídeo Taka fala sobre o que disse o debate e ainda reproduz um trecho do mesmo. No debate do G1, o tema crime organizado apareceu e em dado momento o emedebista falava de pessoa apelidada de Marcola, que teria enviado dinheiro de forma irregular para Diadema. Na época a fala foi associada a Marcos Willians Herbas Camacho, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) que está preso. O chefe do gabinete pessoal do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, também conhecido pelo apelido de Marcola, processou Taka por calúnia e difamação. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

“Nos últimos dias, recebi inúmeras mensagens de apoio, carinho e preocupação. Quero agradecer de coração a cada pessoa que se manifestou, isso fortalece e me lembra porque escolhi servir Diadema. Preciso dizer, com toda a serenidade possível, mas também com a indignação de quem sabe o que viveu: a decisão da Justiça Eleitoral é de primeira instância, ainda está em trânsito, e será objeto de todos os recursos cabíveis. Confio plenamente no devido processo legal e no direito à ampla defesa, fundamentos essenciais do nosso país”, declarou.

Taka fala do contexto do seu pronunciamento sobre o crime organizado e depois da pergunta sobre destinação de verbas federais pelo então prefeito e candidato à reeleição José de Filippi Júnior (PT), que acabou derrotado. “Tratei de temas que o Brasil inteiro discute há anos.
Reafirmei uma realidade que está nos noticiários, nos dados e nas ruas: ‘o Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado’. Relatei também uma matéria que havia saído dias antes na mídia sobre o repasse de mais de um bilhão de reais a cidades aliadas do governo federal. O contexto era claro: cobrei transparência sobre recursos que chegaram de forma apontada como irregular, conforme noticiado — inclusive pelo UOL — e questionei onde tais recursos foram aplicados. Essa pergunta, que considero legítima e necessária em qualquer democracia madura, acabou transformada em objeto de condenação”, disse o prefeito.

Em tom de tristeza e de demonstração de ter sido injustiçado, Taka reafirmou não ter ofendido ninguém e que acredita que a justiça será feita ao final dos recursos. “É duro ver uma fala sobre a defesa da transparência se tornar razão de ataque. Mas sigo tranquilo, porque não falei mentira, não inventei fato, nem ataquei pessoa alguma — questionei o uso de recursos públicos, o que considero um dever de qualquer agente político comprometido com o interesse coletivo. Com respeito às instituições e confiança na Justiça, continuo trabalhando normalmente, junto da minha equipe, com responsabilidade, transparência e compromisso com o povo de Diadema. Não me escondo, não me calo e não me afasto — sigo de pé, porque sei que a verdade prevalece para quem age com honestidade e propósito”, completou.

Veja vídeo: 

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