Com a chegada do mês de novembro se inicia a campanha nacional de conscientização sobre o câncer de próstata: o Novembro Azul. Ao RDtv desta segunda-feira (03/11), o urologista do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Leonardo Seligra, ressaltou a necessidade do homem em procurar os especialistas para os exames periódicos e evitar os preconceitos diante deste protocolo.
Segundo levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, 70% dos homens que procuram um médico só realizam tal ação após incentivo de algum familiar. Mais da metade acaba chegando com alguma doença em estágio avançado.
“Culturalmente, a gente vê que os homens aqui no Brasil não têm essa educação de ir ao médico e cuidar e fazer exames antes de acontecer um problema. Eu costumo dizer que o homem aqui no Brasil gosta de ser só bombeiro, de apagar incêndio, quanto que o ideal seria se ele conseguisse ir ao médico e descobrir um problema mais cedo, para cuidar mais cedo, ter mais chance de cura, ter mais chance do problema não virar uma coisa maior e ter aí às vezes nem chance de conseguir curar, no caso aqui o câncer de próstata, que a gente vai conversar, que a gente tem uma chance de cura muito grande se a gente fizer o diagnóstico precoce.”, explica o especialista.

Como o câncer de próstata só conta com sintomas após determinado avanço, os exames preventivos são essenciais para a doença seja descoberta e tratada o quanto antes. A recomendação é que os homens com 50 anos ou mais realizem exames todos os anos. Homens negros ou com algum histórico familiar da doença precisam fazer os exames a partir dos 45 anos.
“Falando especificamente do câncer de próstata, a gente tem a indicação de fazer o exame do toque retal, que é o exame digital da próstata, e um exame de sangue que a gente chama de PSA. O PSA é um exame que é uma proteína, uma enzima produzida pela próstata. Então, toda vez que a gente for fazer um check-up de próstata pesquisando câncer, é o exame do PSA e o exame do toque, pelo menos uma vez ao ano, como eu falei, a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 para quem que tiver o fator de risco.”, inicia.
“Se a gente já fizer isso, já tá muito bom. Toda vez que tiver alguma suspeita de uma alteração, ou no exame do toque, ou no PSA, a gente ainda vai abrir uma outra oportunidade de exame, que é um exame que chama ressonância magnética, para aí sim a gente investigar ainda mais a fundo se esse homem vai ter a necessidade ou não de fazer uma biópsia. E é a biópsia de próstata que vai dizer se ele tem ou não tem câncer, se ele tem doença maligna.”, segue.
Seligra também alerta para outras ações que podem acarretar células cancerígenas como uma alimentação rica em gordura, falta de exercício e de outros hábitos saudáveis.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
