ABC - sexta-feira , 12 de junho de 2026

Trânsito do ABC tem alta de 77% nas mortes e quase 40% acontecem em rodovias

Acidente na Estrada do Pedroso tirou a vida de motociclista em janeiro. (Foto: Reprodução Viva ABC)

O trânsito do ABC ficou mais violento em janeiro. Foram 23 mortes registradas nos 31 dias do mês, uma alta de 76,9% se comparado com janeiro do ano passado quando 13 pessoas perderam a vida em decorrência de acidentes com veículos. Os números são do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito) elaborado pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Os motociclistas, como nos últimos anos, são a maioria entre os mortos.

Acidentes como o que matou um homem de 27 anos, no domingo, dia 19 de janeiro, na Estrada do Pedroso, em Santo André. Não se sabe ao certo o motivo do acidente que causou a morte do rapaz; o que aparece no boletim de ocorrência é que ele foi encontrado já sem vida, caído junto à mureta de concreto em uma das curvas da via e sua moto estava caída 20 metros adiante. O caso foi registrado no 6° Distrito Policial da cidade e perícia foi feita no local para tentar apurar as circunstâncias do acidente.

De acordo com os números da plataforma dos 23 mortos neste ano, 47% deles eram motociclistas, 35% pedestres, 13% eram passageiros ou condutores de carros e 4% eram ciclistas. Os homens são maioria entre as vítimas fatais, representando 65% do total. Apesar dos números preocupantes, em janeiro do ano passado um percentual maior das vítimas fatais era de motociclistas, 54%, e janeiro de 2024 também teve mais mortes de ciclistas (8%) e de condutores de caminhões (também 8%).

No comparativo entre os dois meses de janeiro, é possível notar também que estão morrendo mais pedestres nas ruas, avenidas e rodovias do ABC. Em 2024, dos mortos no primeiro mês daquele ano 16% eram pedestres, já no mês passado o percentual sobe para 35%.

Outro dado que o Infosiga traz é que 39,1% das fatalidades no trânsito do ABC resultaram de acidentes ocorridos nas rodovias estaduais que cortam a região, como a Imigrantes, Anchieta e Rodoanel Mário Covas.

São Bernardo foi a cidade com maior número de mortes, foram 14 fatalidades em janeiro. Quatro óbitos ocorreram em Santo André; em Mauá foram três; Ribeirão Pires e Diadema tiveram um caso cada.

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