O PSDB de Santo André ainda vive o dilema da dúvida em relação ao posicionamento na sucessão de outubro. Segundo o presidente Ricardo Torres, as duas teses – candidatura própria ou composição com o pleito da reeleição de Aidan Ravin (PTB) – estão em baila nos diretórios municipal e estadual.
“A candidatura própria ainda não está definida. Por isso, a chapa pura é uma segunda discussão”, ponderou o dirigente. Nesta semana, o vereador Paulinho Serra, pré-candidato a prefeito, sinalizou com a possibilidade de uma dobrada puro sangue, tendo um vice indicado pelo grupo que hoje inclina apoio à permanência do atual prefeito no Paço.
O gesto de Serra é uma tentativa de reagrupar os correligionários que se dividiram publicamente depois que o parlamentar acusou Torres e o coordenador regional, William Dib, de terem vendido o apoio do partido ao PTB. “É uma iniciativa bacana dele. Mas essa decisão não é simples. Ter ou não candidatura vai depender da discussão dos diretórios municipal e estadual e da coordenadoria”, disse Torres.
A expectativa é que até o início de maio, a sigla emita a “fumaça branca”. A trincheira do partido ainda não foi definida devido aos últimos acontecimentos na política local. O iminente apoio ao pleito sucessório de Aidan, com a possibilidade de um tucano na vice, só não foi materializado porque a investigação da CPI do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental), sobre um suposto esquema de propina para liberação de licenças ambientais, fez os tucanos aguardarem o desdobramento da varredura.
Como até o momento nenhuma acusação foi comprovada, segundo fontes ligadas ao tucanato local, a tendência é o partido manter a disposição de entrincheirar-se nas fileiras petebistas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
