ABC - domingo , 21 de junho de 2026

Diadema, Mauá e São Bernardo ganham posições no ranking do PIB municipal

Caindo dez posições, da 83ª para a 93ª, São Caetano é um dos destaques negativos do ranking dos 100 maiores municípios brasileiros quanto ao PIB (Produto Interno Bruto). A classificação, com base no ano de 2021 foi divulgada nesta sexta-feira (15/12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo aponta ainda outra queda de várias posições de cidade do ABC; Santo André caiu sete posições, da 33ª para a 40ª posição.

De acordo com o levantamento a soma das riquezas dos municípios chegou a R$ 150 bilhões. Diadema, Mauá e São Bernardo galgaram degraus no ranking enquanto que Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não aparecem entre os 100 primeiros.

De acordo com o IBGE as duas cidades que caíram posições no ranking também diminuíram a sua participação no PIB nacional. São Caetano que em 2020 tinha 0,18% de participação, no ano seguinte caiu para 0,17%. Mesma coisa que Santo André, que participava com 0,39% e passou a 0,36%.

Diadema subiu seis posições no ranking; em 2020 estava na 77ª colocação e em 2021 subiu para a 71ª. Mauá subiu cinco degraus, de 65ª para a 60ª posição. São Bernardo, entre um ano e outro, subiu uma posição e agora está em 16º.

São Caetano apesar de territorialmente menor que as vizinhas tem o maior PIB per capita, ou seja, por habitante, que é de R$ 95.640,71, segundo apurou o IBGE. O valor é maior do que o PIB de Diadema e de Mauá, somados e também o dobro do PIB de Santo André. Comparado com o PIB per capita de São Bernardo, o de São Caetano é 39,47% maior.

Para o economista, conselheiro do Corecon-ABC (Conselho Regional de Economia do ABC) e professor da FSA (Fundação Santo André) e da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Antônio Fernandes Gomes Alves, os números apontam que a região já vê no PIB os efeitos da desindustrialização. “A participação do setor primário é pequena. Temos aí a tríade de inflação, alta na atividade do setor de serviços e a pandemia. O valor agregado em serviços é baixo se comparado com a indústria, em serviços os salários são menores. As variáveis da desindustrialização são PIB e emprego e vivemos em 2021 o pior momeno da pandemia, como desemprego, com as indústrias paradas”, analisa. Os números do IBGE, mostram que o setor de serviços representou a maior fatia do PIB em todas as cidades do ABC.

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