ABC - sexta-feira , 12 de junho de 2026

Ramadã termina com festa em São Bernardo

Para marcar o fim do Ramadã, mês de bênçãos e jejum na religião islâmica, a comunidade muçulmana do ABC se reuniu nesta terça-feira (30) na Cidade da Criança, em São Bernardo. De acordo com o vice-presidente da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina, Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, são mais de 500 famílias residentes no ABC. São Bernardo tem a maior concentração na região.  


O calendário islâmico possui 12 meses de o 9° é o Ramadã. Neste período, segundo a crença, deve ser realizado o jejum da alvorada ao por do sol e a interrupção de relações com o cônjuge. “É um ato de purificação física, mental e espiritual. O jejum é a forma de adoração mais sincera diante de Deus”, explica o Sheikh Jihad.

O jejum é realizado apenas se a pessoa tiver condições físicas para o ato. Do contrário, deve fazer alguma caridade. No desjejum, que aconteceu nesta terça-feira, os muçulmanos iniciam com orações antes do nascer do sol e passam o dia reunidos diante de um banquete.

Estima-se que o Brasil possua cerca de 1,5 milhão de seguidores da religião, o segundo maior país islâmico das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. Ao todo são 115 mesquitas espalhadas pelo País, uma delas no Centro de São Bernardo, a única do ABC. “A comunidade islâmica tem aumentado consideravelmente no Brasil e o ABC é o centro disso já que os principais representantes da religião estão aqui”, afirma o Sheikh.

Mulheres ganham cada vez mais espaço

O universo feminino na religião islâmica sempre foi marcado pela tradição que no mundo ocidental acaba interpretado como repressão. Em alguns países, as mulheres já foram proibidas de trabalhar, estudar, usar maquiagem, participar de festas, pedalar bicicleta e até de cantar. Mas, segundo a jovem Azizi Abdouni, recém chegada do Líbano para morar em São Paulo, hoje o cenário está bastante modificado.

“As mulheres agora ingressam na faculdade, trabalham e podem exercer diversas carreiras sem preconceito”, afirma. Entre os costumes diferenciados das mulheres muçulmanas, Azizi cita o uso do “Hijab” (burca), a proibição da entrada em locais onde se tenha consumo de álcool e de cumprimentar os homens com aperto de mão ou beijo no rosto. (Colaborou Carolina Neves)

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