O Vaticano vai realizar em maio uma conferência internacional sobre prevenção e cuidados de pacientes com aids, em meio à confusa posição da igreja sobre o uso de preservativos como forma de evitar a transmissão do HIV.
O Conselho Pontifical para Trabalhadores da Saúde do Vaticano também disse nesta quinta-feira (03/02) que trabalha numa série de diretrizes para médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde católicos sobre os cuidados com pessoas com HIV e aids.
O papa Bento XVI foi parar nas manchetes no ano passado quando disse, em entrevista para um livro, que alguém – como um prostituto masculino – que use preservativo para evitar a transmissão demonstra um sinal de conduta moral porque busca o bem-estar de outra pessoa. O comentário deu início a uma série de discussões sobre se o papa estava justificando o uso do preservativo e contrariando a doutrina da igreja, que se opõe à contracepção. O Vaticano afirmou que ele não quis dizer isso.
O monsenhor Jean-Marie Mpendawatu Mate Musivi, subsecretário do escritório de Saúde do Vaticano, disse aos jornalistas nesta quinta-feira (03/02) que esclarecimentos sobre as declarações do papa serão feitos na conferência marcada para 28 de maio, para a qual integrantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids) e outros pesquisadores da área foram convidados. "Há um problema de compreensão, de explicar bem as coisas e o que o papa realmente disse", afirmou.
Ele destacou que a posição da igreja sobre como lutar contra a aids vai além da questão dos preservativos e se concentra em programas de prevenção nas escolas, comunidades e famílias. A igreja costuma enfatizar que a abstinência e casamentos monogâmicos são a melhor forma de prevenir a transmissão do HIV. As informações são da Associated Press.
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