ABC - sábado , 13 de junho de 2026

Ataques do PCC deixam 81 mortos em São Paulo

A maior onda de ataques promovida pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) na história de São Paulo também reflete nos municípios do ABC. Mais de 150 ataques da facção já foram confirmados. Desde sexta-feira, clinic quando tiveram início os ataques, try pelo menos 81 pessoas foram mortas, sale entre policias militares, civis, bombeiros, agentes penitenciários e criminosos. Informações não oficiais elevam o número de mortos para 92.

Em Santo André, um policial militar foi morto e uma delegacia foi atacada no sábado. O soldado Anderson Andrade, 26 anos, morreu no atentado, que envolveu sete homens, armados com fuzis e pistolas. O ataque ocorreu por volta das 4h na rua Coronel Seabra, no bairro Ipiranguinha. Um policial militar de folga foi seqüestrado, baleado, mas conseguiu fugir, no morro do Kibom, em Santo André.

Em São Bernardo, duas unidades policiais foram alvos de tiros no sábado à noite e neste domingo de madrugada. Não houve troca de tiros e ninguém ficou ferido. Na base comunitária da Polícia Militar do Jardim Farina, o ataque ocorreu às 5h40 de domingo. Um sargento e três soldados estavam na base quando os tiros foram disparados, mas não reagiram. No bairro de Taboão, também em São Bernardo, 12 tiros foram disparados contra a 2ª Cia. do 6º Batalhão da PM.

Uma base da Guarda Civil Municipal de Mauá foi alvo na manhã de domingo de ataque, mas também não houve feridos.

Ônibus e bancos

Criminosos incendiaram neste domingo à noite quatro ônibus em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema. Armados e sempre em bando, os criminosos obrigaram motoristas e passageiros a descer e, em seguida, ateiam fogo nos veículos.

Pelo menos 13 agências bancárias foram atingidas na Capital, e 80 ônibus foram incendiadosem todo o Estado. Isso levou sete empresas de ônibus a paralisar o trabalho nesta manhã de segunda-feira, complicando o trânsito na capital. O rodízio de veículos está liberado nesta segunda-feira.

Quarenta e cinco penitenciárias ainda têm rebeliões

Informações da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo apontam que 45 penitenciárias continuam em rebelião, com 196 reféns em todo o estado. Dados não oficiais revelam que o número de reféns pode chegar em 217 em todo o estado.

Até o momento, o CDP de São Bernardo continua sofrendo com motim. Duas pessoas são mantidas como reféns. Este CDP tem capacidade para 768 presos, mas mantém um total de 1.520 pessoas.

A rebelião no CDP de Santo André chegou ao fim às 16h20 da tarde deste domingo e teve um refém. No CDP de Diadema, 11 pessoas foram mantidas sob custódia dos presos até as 16h, quando o motim chegou ao fim. Cerca de 176 familiares ficaram impossibilitados de sair durante a rebelião. O CDP de Mauá teve um refém e também chegou ao fim às 16h.

Início

A seqüência de ataques aos policiais começou após a transferência de 765 presos para a penitenciária de Presidente Venceslau na última quinta-feira (11). Esta ação tinha como objetivo evitar a articulação de ações criminosas no estado.

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