Entusiasta da tese defendida desde o início pelo deputado federal e coordenador regional William Dib, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) entrou em cena e “sugeriu” a unidade do PSDB com o PPS para a formação de uma frente opositora ao prefeito Luiz Marinho (PT), que tentará a reeleição no Paço de São Bernardo.
Alckmin defendeu o diálogo entre todos os atores da trincheira oposta para demarcar a unidade que culminará no sepultamento da prévia, agendada para o próximo domingo (25). Durante conversa na sexta-feira com o vereador e presidente da sigla local, Admir Ferro, o chefe do Executivo paulista orientou o pré-candidato a procurar o postulante Alex Manente e os correligionários Hiroyuki Minami e Dib – também inscritos na disputa interna – na ofensiva em prol da ratificação da parceria opositora desde a largada eleitoral.
Segundo os bastidores, um café da manhã ocorrido nesta segunda (19) – que reuniu o trio tucano e, no segundo momento, o próprio Alex Manente – teria sacramentado os próximos movimentos. Teria sido acertado que nas próximas 48 horas os tucanos vão ajustar os detalhes finais para, na quarta-feira (21), anunciar a retirada dos nomes do páreo interno e o fim da prévia. “Tudo caminha para não termos prévia”, disse Minami. “Está caminhando bem. As conversas foram muito boas”, endossou Ferro.
Dib desde o primeiro momento defendeu um projeto único que contrastasse ao desejo do Paço petista. Desde 2009, como se já soubesse do desfecho da profecia, o tucano profetizava a necessidade de se “despir das vaidades” em prol de um projeto singular. “A aliança com o PPS é vital, acima de tudo, para a população que não agüenta tanto descaso”, disse o parlamentar.
Embora publicamente ainda resista em admitir que o movimento consiste naturalmente no ingresso do PSDB como vice na chapa de Alex, Admir Ferro, segundo fontes, foi convencido pelo governador da importância da atuação conjunta das forças e do “melhor momento” vivido por Manente, campeão de votos em São Bernardo no pleito para deputado em 2010.
Bem cotado
Além do expressivo capital político que o credencia a capitanear a raia oposta, Alex conta a seu favor o momento de extrema aproximação entre o seu partido e o Palácio dos Bandeirantes. O PPS tem se mostrado fiel escudeiro de Alckmin nas votações da Assembleia. A prova dessa sintonia fina pode ser evidenciada nos bastidores.
Nas próximas semanas – por motivo de vacância de uma cadeira, que atualmente é ocupada por Eduardo Bittencourt Carvalho -, Alckmin indicará o herdeiro da vaga no Tribunal de Contas do Estado. Segundo fontes do bastidor, o tucano deve referendar o deputado federal Dimas Ramalho (PPS), correligionário de Alex.
O popular-socialista tem a concorrência do deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), cujos apoios estão canalizados na Assembleia, capitaneados pelo cacique petebista Campos Machado.
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