ABC - quinta-feira , 11 de junho de 2026

2° Ciclo de palestras debate desafios da educação

O Repórter Diário deu início nessa quinta-feira ao 2° Ciclo de Palestras de Educação. O evento, que acontece durante todo o dia na FSA (Fundação de Santo André), é dividido em quatro painéis e teve abertura feita pelo presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Mário Reali, também prefeito de Diadema, do reitor da instituição de ensino, Oduvaldo Cacalano, e do diretor de redação do Repórter Diário, Airton Resende.


Estiveram presentes as secretárias de Educação de Santo André, Cleide Bauab Eid Bochixio, de Mauá, Margarete Franco Freire, de Ribeirão Pires, Rosi de Marco, de São Bernardo, Cleusa Repulho e de Diadema, Lúcia Helena Couto, além de representantes da Secretaria Estadual de Educação e alunos da área de educação.


Segundo Cacalano, o evento é necessário para a evolução da educação. “Que esse debate seja mais em função do cidadão e menos em âmbito político”, afirma. “Espero que este encontro resulte em um movimento nacional. O ABC tem tido iniciativas em vários temas e este é um exemplo”, conclui.


“Este ciclo chega em boa hora, já que está em debate no Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação. O ABC sempre foi muito importante em debates e lutas, e neste tema não será diferente. No Consórcio sempre buscamos levantar essas questões no GT de Educação”, completa Reali. “É preciso enfrentar dificuldades e o MEC está fazendo isso com o Plano Nacional de Educação. Precisamos discutir como enfrentar os desafios e creio que estamos no caminho certo”, acrescenta.

 

Temas
O primeiro painel do dia debateu o Plano Nacional de Educação e os Desafios dos Municípios. Entre os palestrantes, a secretária de Educação de São Bernardo e diretora da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais deEducação), Cleusa Repulho, afirmou que um dos destaques do novo PNE é o acompanhamento das metas propostas pelo texto a cada dois anos. “Isso não existiu no último Plano, o que contribuiu muito para que ele não tivesse sucesso. Creio que este acompanhamento será muito importante para que desta vez tenhamos metas e objetivos alcançados”, salienta.


O sociólogo e diretor de operações do SESI, Cesar Callegari, defendeu a realização de um plano regional de educação. “Por meio do Consórcio Intermunicipal, que já tem experiência em debates que envolvem as sete cidades, é possível desenvolver um plano regional com metas e desafios que vão além do que diz o Plano Nacional de Educação. Isso é importante porque a região já atingiu muitas das metas propostas pelo PNE, então seria necessário adequar estes pontos e até mesmo ampliar algumas metas”, provoca o sociólogo.
Entre as ideias de Callegari está o aumento do percentual mínimo de investimento dos orçamentos municipais destinados para a Educação. “Se hoje e lei obriga que o mínimo seja 25%, por que não ampliar isso para 26% ou até mesmo 27%? Com certeza a região se destacaria muito no cenário nacional com este tipo de mudança”, completa.
Já a professora da Fundação Santo André, Marilena Nakano, provocou gestores e cidadãos quanto aos desafios do futuro. “É preciso haver um debate que vai além do que diz a lei. É necessário trabalhar em conjunto com as mudanças que acontecem nos territórios, pois são eles que podem nos indicar o que fazer”, defende a especialista.
A mediadora do primeiro painel foi a coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) do Consórcio Intermuncipal do Grande ABC, Helena Couto, também secretária de Educação de Diadema.

Segundo painel
O segundo painel tem como tema central as oportunidades da escola particular e os desafios das instituições privadas. Compõem a mesa a presidente da AESP (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC) e diretora regional do Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Oswana Famli, e o doutor em Sociologia, consultor da Anhanguera Educacional e membro da Conap (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social), Valmor Bolan. A mediadora do debate é a secretaria de Educação de Santo André, Cleide Bauab Eid Bochixio.
“A qualidade da Educação também passa pelo ensino privado. A escola particular cresce cada vez mais por causa da ineficiência e da desconfiança na qualidade do ensino público”, diz Oswana. Já Bolan lamenta a baixa qualidade da maiora das escolas públicas. “Enquanto pais exigem qualidade do ensino particular, principalmente no ensino básico, isso não acontene na rede pública”.

Terceiro painel
O terceiro painel abordou o tema Educação versus o Mercado de Trabalho. Estiveram presentes na mesa o coordenador de Eventos e Concursos do Centro Universitário Fundação Santo André e professor de Biologia, José Luis Laporta, o professor e pró-reitor de graduação da Universidade Federal do ABC, Derval dos Santos Rosa, e a professora de pós-graduação e também gerente do SENAC, Glaudisséia Alves Furlan. A mediadora da mesa foi a secretária de Educação de Mauá, Margarete Franco Freire.

Quarto painel
O quarto e último painel do dia discute casos de sucesso envolvendo os temas de educação e meio ambiente. Presentes na mesa, o arquiteto, urbanista ambiental e fundador do Instituto Acqua, Fábio Vital, e a pedagoga e presidente da H. Melillo – Grupo de Articulação Social a Serviço do Projeto AES Eletropaulo nas escolas, Heloisa Melillo. Mediando o debate a secretária de Educação de Ribeirão Pires, Rosi Ribeiro de Marco.

Compartilhar nas redes