Carolina Neves e Tiago Oliveira
O mercado de trabalho no Brasil passou por profunda transformação na última década. Se antes o principal problema era o desemprego, hoje o maior gargalo é a falta de mão-de-obra qualificada.
Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril deste ano revelou que 69% das empresas se consideram prejudicadas pela baixa qualificação dos profissionais. Por este motivo, 78% delas oferecem capacitação para o funcionário no próprio local de trabalho.
Para o coordenador de Eventos e Concursos da Fundação Santo André, José Luis Laporta, a formação aprimorada dos professores é um dos primeiros passos para garantir a capacitação dos alunos nas universidades.
Laporta lembra que formar bons profissionais não é tarefa fácil, tanto para os professores como para as instituições de ensino. “As universidades apostam no profissional do futuro, mas o bom resultado depende muito do local, método de ensino ou tecnologia disponível”, afirma.
“Hoje falta mão-de-obra no mercado”, concorda a secretária de Educação de Mauá, Margaret Franco Freire. “Estamos estudando inclusive a criação de cursos de qualificação para uso nas aulas do EJA (Educação de Jovens e Adultos)”.
No sistema particular, o Senac cria cursos a partir das oportunidades que surgem no mercado. Segundo a professora e gerente da instituição, Glaudisséia Furlan, uma das áreas que atualmente de destacam pela carência de mão de obra é Tecnologia da Informação. “Vários são os cursos voltados a essa área, sendo que a metodologia do SENAC é toda voltada ao saber fazer”, afirma Glaudisséia.
Ciclo de palestras
Nesta quinta-feira (20) o Repórter Diário promove o 2º Ciclo de Palestras, com o tema Educação. O encontro será realizado na Fundação Santo André. Entre os temas que serão discutidos na série de painéis estão o Plano Nacional de Educação e os Desafios e Oportunidades da Escola Particular.