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Secretário de Obras fala com exclusividade sobre o Adib Chammas


quinta-feira, 17 de março de 2011 23:38 [10 Comentário(s)]
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Natália Fernandjes
Obras complicam trânsito até em rotas alternativas / Foto: Marciel Peres

Desde o início de janeiro os motoristas em Santo André sofrem com os congestionamentos causados pelas obras no viaduto Antonio Adib Chammas, no Centro. Em reforma, o equipamento tem previsão para ficar pronto no final deste mês. Enquanto isso, o cenário caótico de tráfego parado nas principais vias da cidade deve continuar. Apesar das reclamações dos munícipes, especialistas em logística afirmam que obras causam transtornos, mas são necessárias, embora o grande problema ainda é a quantidade de veículos em circulação no ABC.

As obras executadas pelo Departamento de Vias Públicas da SOSP (Secretaria de Obras e Serviços Públicos), da Prefeitura, têm o intuito de conservar o viaduto, com reparos e manutenção do pavimento, execução de capa asfáltica e troca das juntas de dilatação. Em entrevista à Rádio ABC, nesta quinta-feira (17), o secretário de Obras e Serviços Públicos de Santo André, Alberto Casalinho, declarou que, devido à insatisfação dos munícipes, a Administração decidiu assumir o risco de interditar totalmente o viaduto para acelerar a conclusão das obras, previstas inicialmente para terminar em abril.

Na última semana, foi anunciado que a entrega da primeira etapa (término das obras na pista no sentido bairro/centro) seria antecipada do dia 22 para o domingo passado (13), no entanto, a pista foi liberada apenas na última terça (15), mas para ser utilizada apenas no sentido inverso (centro/bairro). O secretário justificou o atraso com o mau tempo observado e declarou que os serviços de concretagem das juntas de dilatação estavam concluídos, porém, para a colagem do neoprene (espécie de borracha), o concreto não podia estar molhado – processo que demora de sete a 10 dias.

Na nova etapa das obras, iniciada nesta semana, no sentido centro/bairro, o fluxo de veículos deveria ser desviado para faixas reversíveis, o que não ocorreu. “Temos três faixas estreitas em cada sentido do viaduto e, com os cones, ficaríamos com apenas duas faixas, o que seria perigoso”, defende Casalinho. Os serviços ocorrem no período diurno por conta da legislação que não permite a emissão de altos ruídos durante a madrugada.

Alça à avenida dos Estados

Casalinho informou ainda que o viaduto ficará completo até o final de 2012, com uma segunda alça de acesso até avenida dos Estados. “O projeto já está no Departamento de Licitação da Prefeitura e acredito que no prazo de 150 dias tenha início essa obra para continuidade do viaduto”, destaca.

Cenário exige dose extra de paciência

A situação é pior para aqueles que necessitam utilizar o viaduto - único que liga os dois distritos do município passando por cima do rio Tamanduateí - nos horários de pico. Até mesmo as rotas alternativas indicadas pela Prefeitura não suportam o tráfego intenso e param em alguns trechos. Para aqueles que utilizam transporte coletivo, a alternativa é descer do ônibus antes do previsto e caminhar.

A rotina do analista de Negócios, Edson Ribeiro, passou a necessitar de mais paciência desde que as obras no viaduto Antonio Adib Chammas começaram. “Antes demorava 40 minutos para chegar ao trabalho, no bairro Jardim, em Santo André, e hoje demoro mais de 1h30”, destaca. O morador do Parque Boa Esperança, em Mauá, utiliza as avenidas Giovanni Batista Pirelli e Perimetral, que, segundo ele, normalmente já são sobrecarregadas, e agora praticamente ficam paradas. “A velocidade média nestes trechos é de 20 km por hora”, reclama.

Excesso de veículos piora problemas

As obras de melhorias viárias são necessárias e sempre causam transtornos aos motoristas e pedestres, mas são necessárias, segundo o coordenador do curso de Logística da FSA (Fundação Santo André), José Robinson Taiuca. Para o especialista, o problema do trânsito no ABC é gerado pelo excesso de veículos. “Todos os anos batemos recorde de vendas de carros e me pergunto para onde vão todos estes veículos?”, comenta.

A melhora e a adequação do transporte coletivo poderia contribuir para a redução do número de veículos nas ruas, mas para isso seria necessário investimento, aponta Taiuca. “Quando houver transporte coletivo adequado, as pessoas deixarão o carro em casa”, destaca. A tendência, segundo o especialista, é que haja melhoria no trânsito do ABC com a conclusão do Rodoanel, mas  ainda não será o suficiente para resolver os problemas do trânsito. “Ainda observamos muitos veículos e caminhões passando pelos centros das cidades e isso tende a diminuir assim que forem concluídas as obras do Rodoanel e as fases de adaptação e rejeição”, finaliza.

Rotas alternativas

Para tentar evitar o trânsito, os motoristas que seguem pela avenida dos Estados, sentido Mauá, devem acessar a avenida Antonio Cardoso, viaduto Pedro Dell´Antonia e rua Itambé. Já os motoristas que trafegam pela avenida Itamarati, sentido Centro, devem acessar a rua Caraguatatuba, avenida dos Estados, ponte da rua dos Alpes, Viaduto Pedro Dell´Antonia e rua Itambé.

Aqueles que circulam pelas avenidas André Ramalho, Sorocaba, das Nações, Presidente Costa e Silva e São Mateus, sentido Centro, devem utilizar o Viaduto Cassaquera, avenida Giovanni Batista Pirelli à direita e seguir em frente sentido Mauá e Rodoanel. De São Caetano e dos bairros Utinga, Vila Sá e Camilópolis, a melhor rota a ser utilizada é o viaduto Juvenal Fontanela e avenida Industrial. Do bairro Santa Terezinha, Parque das Nações e Jardim Santo Antonio, o motorista deve acessar o viaduto Castelo Branco, avenida Industrial, rua Porto Carrero e avenida Dom Pedro II à esquerda.


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Comentários 

  • Bruno Montini 23/3/2011 21:47:49 Inadmissível esta obra ser conduzida desta forma. Milhares de pessoas afetadas e o prefeito e o secretário nos tratam como se estivesse tudo maravilhoso. A falta de planejamento chega a ser cômica. Espero que todos se lembrem destes governantes pífios na próxima eleição.
  • Guilherme 22/3/2011 14:20:55 Fica uma ótima sugestão para os andreenses incorporarem a BICICLETA ao seu cotidiano.
  • Nicoli 20/3/2011 14:24:31 Problema de ruídos??? Alguém já foi na região da Rua das Figueiras a noite, aos sábados? Lá é uma região residencial e além do som alto das baladas e bares, tem carros com som alto nas ruas, gritaria de gente bêbada... E aí não pode ter ruído no Viaduto Adib Chamas???
  • Nicoli 20/3/2011 14:15:31 Cadê os "marronzinhos" sempre dispostos a ser vir a prefeitura de SA quando o assunto é multar? Em Diadema, quase todos os dias em horários de pico (tenha obra ou não), os guardas de trânsito estão nas ruas corroborando para um tráfego melhor.
  • Nicoli 20/3/2011 14:12:13 O engraçado de toda essa história é que é nessa hora que vemos o quanto nossa imprensa é parcial.
    Isso é uma falta de respeito pela própria profissão que procura a verdade, nada mais que a verdade.
    Se fosse o PT que estivesse realizando essa obra, o DGABC tomaria outra postura. Vergonha!
  • Rodrigo 18/3/2011 16:57:47 Fabiana então você não está saindo de casa no sabado e no domingo, pois estão com 03 equipes no local até as 22 ou23:00hs.
  • Yara Soares 18/3/2011 16:24:27 Surpreende-me o fato de as obras não ocorrerem também à noite por exigência de legislação (que não permite altos ruídos no período), pelo fato de o local ser área não residencial.
  • Cleber 18/3/2011 11:17:43 Estou deixando o carro em casa e indo de bicicleta ao trabalho em São Bernardo, de carro demoro de 40 a 50 minutos e de bike demoro 28 minutos. Foi a alternativa para chegar no horário
  • inah 18/3/2011 9:22:49 Não é só o problema de viaduto e excesso de veículos. Há também o problema dos semáforos não inteligentes e desregulados. Além disso deveriam ser oferecerecidas rotas alternativas, principalmente nos horários de pico. Outra medida,seria a proibição de estacionar-se os carros em ambos os lados das ruas.
  • Fabiana Fernandez 18/3/2011 8:35:37 Concondo que as obras são necessarias, mas a prefeitura poderia extender o turno da obra; pois as 7.00h da manhã ou as 18.00h da tarde não tem ninguem trabalhando e sabado e domingo também é raro encontrar alguém na obra.
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