ABC - terça-feira , 30 de junho de 2026

Cidadania e segurança: o melhor remédio

O presidente Lula marcou um golaço ao lançar obras do seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas maiores favelas do Rio de Janeiro: saneamento básico; alargamento e asfaltamento de ruas; iluminação pública; escolas; postos de saúde; bibliotecas; teleférico integrado ao transporte ferroviário; milhares de habitações; e postos de polícia, entre outros equipamentos públicos.

Enfim, é a presença do Estado, pela primeira vez na vida de muitas pessoas. Com geração de emprego na própria comunidade. O duplo objetivo é louvável: melhorar a qualidade de vida das pessoas e estancar o caldo de cultura da violência.

Medidas como essa sempre fizeram parte da agenda dos políticos populistas e do discurso indignado de uma classe média esclarecida, mas foi Lula o primeiro político a colocá-la em prática, de verdade. Mais de 1 bilhão de reais em investimentos, o que, de quebra, ainda ajuda a movimentar a economia e gerar emprego até por aqui, na região do ABC paulista.

Tudo de acordo com o conceito de enfoque integrado de políticas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que prevê investimentos de outros 6,7 bilhões de reais até 2012, nos Estados e Municípios, com o objetivo de prevenir, controlar e combater a criminalidade, um volume de recursos nunca antes destinado à segurança pública no País.

Para nós, profissionais da área de segurança, que trabalhamos e moramos, muitas vezes, em favelas e bairros periféricos, a presença do Estado em qualquer circunstância é sempre a solução mais inteligente e duradoura. A única capaz de afastar a malandragem e o crime organizado – principalmente aquele do tráfico de drogas ? de perto de nossas casas e dos nossos filhos. Jovens com mais educação e perspectiva de vida tendem a ser mais reticentes à sedução do crime e da infração.

A medida complementa outras iniciativas louváveis do governo nessa área, como a criação da Força Nacional de Segurança, a ampliação e aparelhagem da Polícia Federal, a gratificação adicional e o financiamento de moradia para o bom policial, entre outras medidas que fazem parte do Pronasci. O profissional de segurança que arrisca sua vida em defesa do patrimônio e da comunidade se sente mais valorizado quando vê reconhecida a importância do seu trabalho.

No ABC, os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema já assinaram convênios com o Ministério da Justiça para a implementação do Pronasci. Como cidadãos, precisamos ficar atentos ao compromisso dos candidatos a prefeito nas próximas eleições, de efetivamente colocar em prática as ações do Programa em nossas cidades. Afinal, a deficiência da segurança pública no Estado é uma das principais preocupações da população no momento atual.

Jorge Calabi é formado em Economia, é Presidente do Sindicato dos Vigilantes e Seguranças de São Bernardo.

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