Padilha diz que PT não pode viver de projeto local em SP

Alexandre Padilha visitou nesta terça-feira o jornal Repórter Diário. Foto: Évora Meira

Ex-ministro da Saúde e candidato derrotado do PT na disputa do governo de São Paulo, Alexandre Padilha revela que a sigla precisa dar mais atenção ao plano estadual para tentar romper a hegemonia tucana.

Segundo ele, muitos quadros paulistas importantes da legenda se envolveram no projeto nacional no último período, mas não repetiram o engajamento no front dos Bandeirantes. “O PT precisa discutir melhor o projeto de atuação política aqui. Não pode ser uma soma de projetos locais e nem uma reprodução do projeto nacional”, disse Padilha nesta terça (21), durante entrevista ao RDtv.

Apesar de apontar um dos problemas vivenciados pela sigla em São Paulo, Padilha evitou uma análise mais profunda, ao defender que o foco no momento é a “reeleição do projeto vitorioso de Dilma Rousseff”. “Faremos uma profunda avaliação depois da eleição deste domingo”.

Faltou debate

Padilha lamenta o fato de ter tido poucas oportunidades para debater frente a frente com o governador Geraldo Alckmin, que venceu no primeiro turno, os problemas do Estado. “Faltou debate. Na época do Lula, quando ele não ia nos debates na televisão, a cadeira dele aparecia vazia com o nome dele. Neste ano, quando o Alckmin não ia, o debate era cancelado”, disparou o petista.

Além disso, Padilha disse que a eleição paulista ficou a reboque do pleito nacional. “Primeiro por conta da própria Copa que encurtou o calendário, depois, infelizmente, tivemos a morte do candidato Eduardo Campos e o surgimento do fenômeno Marina, todos estes fatos fizeram com que a atenção fosse voltada ao Palácio do Planalto”.

Importante

Na visão dele, a possibilidade de um segundo turno em São Paulo obrigaria um confronto direto. “Seria o momento oportuno para debatermos os problemas, especialmente a crise hídrica. Tanto que foi só acabar a eleição que nós tivemos o problema da falta de água em mais cidades e a própria fala de lideranças do governo do PSDB admitindo a crise”, explicou.

2018

Padilha disse que por ser novo – 43 anos – ainda tem “muita lenha para queimar”. “Estarei à disposição do meu partido para o que for preciso e seguirei na militância fazendo uma oposição propositiva ao atual governo paulista”, disse, despistando sobre um possível retorno ao Ministério da Saúde, caso Dilma seja reeleita, “O único compromisso da presidente Dilma comigo era nos programas que desenvolvemos na saúde como o Mais Médicos”.

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