O ex-prefeito de Santo André e deputado federal eleito Paulo Serra (PSDB) participou da edição do RD Cast dessa quinta-feira (05/11), e defendeu uma mudança no modelo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. O ex-presidente da entidade regional entende que seria benéfico instituir um cargo de CEO com mandato para substituir o formato de presidente que é ocupado pelos prefeitos.
“Essa coisa personalista do presidente prefeito, e está falando aqui alguém que foi presidente três vezes, e sentindo a pele isso, a descontinuidade atrapalha muito. Se a gente contrata, se os prefeitos elegem um CEO, um administrador, e esse fica os quatro anos, que coincide com o mandato dos sete prefeitos, e essa pessoa faz essa interlocução, os projetos, independente das prefeituras, vão andando e vão evoluindo em uma velocidade mais rápida do que a gente tem hoje.”, explica.
Serra foi presidente em 2019, período em que a entidade lidava com as saídas de Diadema e Rio Grande da Serra, e as queixas de São Caetano que quase deixou a entidade, além das tratativas para o início das obras do piscinão Jaboticabal. Em 2021 e 2022 teve que enfrentar as consequências da segunda onda da pandemia do Covid-19, a vacinação e retorno no pós-pandemia.

O parlamentar eleito entende que com alguém tocando os trabalhos no Consórcio ABC, os prefeitos podem focar nos trabalhos individuais e conseguem ter alguém que leve para frente as pautas regionais em temas como resíduos sólidos, mobilidade urbana, macro e micro drenagem, e outros.
“Mas eu pretendo, independente do modelo, se mudar ou não mudar, se for mais moderno, se for esse modelo que a meu ver já está um pouco ultrapassado, eu vou estar lá presente nas reuniões, quero me colocar à disposição, porque vou defender o ABC, porque defendo essa representatividade mais próxima, que a meu ver faz muita diferença.”, completou.
Desde o fim do primeiro turno, Paulo Serra fez visitas à Brasília, mas também conversou com prefeitos da região sobre essa representatividade regional na Câmara dos Deputados e os temas que precisam ser levados par a capital federal. O tucano entende que o fato de ser de um partido de Centro pode ajudar a equilibrar os debates mesmo com as diferenças políticas e ideológicas existentes na região.
“Eu já procurei, já estive com a Akira (Auriani), já estive com o Marcelo Oliveira, já estive com o Taka (Yamauchi), estarei com o Guto (Volpi), estarei com todos os sete prefeitos, ouvindo um pouco as demandas das cidades, aquilo que, né, através do consórcio pode se viabilizar e, como eu disse, majoritariamente os grandes investimentos passam por Brasília, né, porque tem essa, essa imperfeição do nosso pacto federativo que o dinheiro tá lá e os desafios estão aqui. Então, eu já falei aqui, mas pra repetir, a obra do metrô não sai sem Brasília, não adianta, é o Governo do Estado, mas o recurso vem de lá, é empréstimo, é financiamento, que é onde estão as grandes obras.”, comenta.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
