
O ABC registrou 53 ocorrências de localização de escorpiões em 2026, segundo os dados reunidos no levantamento. São Bernardo lidera a lista, com 35 registros, seguido por Mauá, com 12. Diadema contabilizou três casos, Rio Grande da Serra, dois, e Ribeirão Pires, um. Santo André e São Caetano não aparecem com registros neste ano nos dados apresentados.
Os escorpiões são aracnídeos peçonhentos e estão entre os animais responsáveis por acidentes no Brasil. Podem ser encontrados tanto em áreas verdes e terrenos baldios quanto em ambientes urbanos, como redes de esgoto e galerias pluviais, além de locais com entulho, materiais de construção e presença de insetos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, três espécies têm importância para a saúde pública: Tityus bahiensis, conhecido como escorpião-marrom; Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo; e Tityus stigmurus, conhecido como escorpião-amarelo-do-nordeste.
Além do risco para pessoas, a picada também pode afetar animais domésticos. O veterinário Jefferson Vilela de Oliveira, de Rio Grande da Serra, explica que o local da picada pode apresentar vermelhidão e inchaço. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, vômitos, diarreia e alterações respiratórias e cardiovasculares. Os sintomas podem ser confundidos com os de outros tipos de envenenamento.
“Não se deve dar nenhum remédio por conta própria. Se for uma pessoa, é preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível. Se for um animal, ele deve ser levado a uma clínica veterinária”, orienta.
O que fazer em caso de picada
Segundo o Instituto Butantan, a dor costuma ser o primeiro sintoma e pode começar poucos minutos após a picada. Também podem surgir vermelhidão e formigamento. Em casos graves, principalmente entre crianças, o veneno pode provocar manifestações sistêmicas, como sudorese intensa, agitação, salivação excessiva, náuseas, vômitos e alterações cardiovasculares.
A recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde. Lavar o local com água e sabão pode ajudar na higiene, e uma compressa morna pode aliviar a dor. Não se deve atrasar o atendimento para tentar tratar a picada em casa.
O que não fazer:
- Não colocar gelo ou água fria no local.
- Não fazer torniquete ou garrote.
- Não furar, cortar ou sugar o local da picada.
- Não aplicar álcool, querosene, pó de café ou outras substâncias.
- Não ingerir bebidas alcoólicas nem outras substâncias na tentativa de neutralizar o veneno.
Se um animal doméstico for picado, a orientação é procurar atendimento veterinário com urgência e não administrar medicamentos sem indicação profissional.
Como prevenir o aparecimento de escorpiões
O veterinário Jefferson Vilela recomenda instalar telas nas janelas, vedar ralos e frestas, colocar protetores nas portas e verificar roupas e calçados antes de usá-los. Também é importante manter armários fechados e evitar o acúmulo de objetos e materiais que possam servir de abrigo.
O Instituto Butantan orienta ainda:
- Manter jardins e quintais limpos, com a grama aparada.
- Evitar o acúmulo de entulho, folhas secas, lixo e materiais de construção.
- Manter plantas e arbustos afastados de paredes e muros.
- Vedar frestas em paredes, pisos, rodapés e vãos.
- Acondicionar o lixo em recipientes fechados para reduzir a presença de baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões.
- Afastar camas e móveis das paredes e evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão.
Mesmo em imóveis bem cuidados, a presença de escorpiões não pode ser totalmente descartada. Por isso, a prevenção e a atenção aos possíveis esconderijos são fundamentais.
Registros de escorpiões no ABC
Segundo os dados informados no levantamento, São Bernardo registrou 35 escorpiões em 2026, ante 46 em 2025. Mauá teve 12 neste ano e 28 no ano passado. Diadema passou de oito registros em 2025 para três em 2026. Rio Grande da Serra registrou dois neste ano e cinco em 2025. Ribeirão Pires, que não teve registros no ano passado, contabilizou um em 2026.
De acordo com as informações fornecidas, não houve mortes por picadas de escorpião nas cidades citadas.
Onde buscar orientação
Ao encontrar um escorpião, a recomendação é entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) do município.
Santo André — Gerência de Controle de Zoonoses
Telefones: (11) 3356-9075 / 3356-9085
Endereço: rua Igarapava, 239, bairro Valparaíso.
São Bernardo — Centro de Controle de Zoonoses
Telefones: (11) 4365-3349, (11) 4367-3306 e (11) 4365-4694
Endereço: avenida Dr. Rudge Ramos, 1.740, Rudge Ramos.
São Caetano — Centro de Controle de Zoonoses
Telefone: (11) 4233-7516
Endereço: rua Justino Paixão, 141, bairro Mauá.
Diadema — Unidade de Vigilância em Zoonoses
Telefones: 0800 771 0963 / (11) 4059-5892 / (11) 4055-5812
Endereço: rua Capela, 380, Jardim Inamar.
Mauá — Centro de Controle de Zoonoses
Telefone: (11) 4544-1240
Endereço: rua das Camélias, 248, Sertãozinho.
Ribeirão Pires — Centro de Controle de Zoonoses
Telefone: (11) 4824-3748
Endereço: rua Catarina Rios Giachello, 185, Jardim Boa Sorte.
Rio Grande da Serra — Centro de Controle de Zoonoses
Telefone: (11) 2770-0205
Endereço: avenida Dr. Rui Trindade, 205, Parque América.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
