
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (25/10) seu último ato de campanha, em São Paulo. Ele desfilou em um carro aberto ao lado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), por pouco mais de duas horas pela Avenida Paulista.
Antes do ato, o presidente falou com a imprensa e voltou a atacar o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), associando-o à milícia criticando e o que considera ser políticas de “retrocesso” para o País. Lula também destacou que, em virtude da maciça participação popular em atos de rua, o atual pleito só tinha similaridade com a corrida presidencial de 1989. Na ocasião, Lula foi ao segundo turno, mas perdeu para o então governador de Alagoas Fernando Collor.
“Nesse segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político. É uma coisa de pessoas que se preocupam com o País, de pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”, afirmou.
Apesar de boa parte das pesquisas de intenção de voto colocar Lula atrás ou em situação de empate técnico com Flávio, o petista disse que confiava na vitória.
O carro em que Lula desfilou deixou a Avenida Paulista na altura da esquina com a Alameda Campinas pouco depois das 16h. No meio do trajeto, Lula resolveu deixar o veículo em que estava por causa da dificuldade de avançar pela avenida, em virtude da grande concentração de apoiadores. Quebrando o protocolo previsto, Lula subiu ao trio elétrico que era destinado à imprensa, por onde ele seguiu até o final do ato, próximo ao cruzamento da Paulista com a Avenida da Consolação.
Todos os 14 quarteirões da Avenida Paulista, desde as imediações da estação Brigadeiro do metrô, estavam tomados por apoiadores. Nas redes sociais, a conta do petista no X publicou fotos do ato afirmando que a manifestação contou com “mais de 2 milhões” de pessoas. Pouco antes de trocar o veículo, Lula discursou brevemente e disse que era a maior manifestação da história da Avenida Paulista.
Os apoiadores vestiam, em sua maioria, roupas vermelhas e adereços que remetiam ao apoio a Lula e ao PT. Parte do público também estava com camisetas amarelas da Seleção Brasileira. Ao longo do ato, diversos manifestantes também levantaram cartazes com palavras de apoio a Lula e críticas à família Bolsonaro e aos Estados Unidos.
Além de Alckmin, Lula estava acompanhado de sua esposa, Rosângela Silva, a Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, além de lideranças regionais ligadas ao PT.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
