
A Maximu’s Embalagens Especiais, com sede em Ribeirão Pires, registrou crescimento de 60% nos últimos meses de 2026 e ampliou investimentos em produção, logística e reciclagem. O resultado ocorre em meio à instabilidade econômica e à falta de confiança na indústria plástica, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), o segmento da indústria plástica registrou 46,1 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários em relação às condições econômicas.
A Maximu’s também possui uma filial em Varginha, no sul de Minas Gerais. Segundo o CEO, Marcio Grazino, o aumento da demanda levou a empresa a adotar horas extras para atender aos pedidos.
“Estamos vivendo um cenário de crescimento, ao contrário do apresentado no noticiário. Atualmente, estamos trabalhando com horas extras para atender ao aumento da demanda, o que demonstra um momento de expansão das nossas operações”, afirma.
Segundo Grazino, o desempenho é impulsionado pela demanda em segmentos como o automotivo, especialmente o de peças de reposição, construção civil, indústria eletrônica e equipamentos médico-hospitalares.
Diversificação e planejamento financeiro
O diretor comercial da empresa, Erick Carvalho de Souza, afirma que a estratégia de investimentos com recursos próprios ajudou a manter o crescimento sem ampliar o endividamento. “Viemos investindo na modernização de processos e em novos equipamentos desde 2018, com recursos próprios e sem captar recursos de terceiros, porque, senão, entraríamos numa bola de neve de juros”, explica.
Entre 2020 e 2024, a empresa dobrou a produção. Em 2025, manteve maior estabilidade operacional e, nos últimos meses de 2026, registrou crescimento de aproximadamente 60%, segundo a companhia.
A diversificação de clientes também contribuiu para os resultados. Fundado em 2003, o grupo atende empresas dos setores de equipamentos eletrônicos, automotivo, construção civil e hospitalar. “Um dos caminhos foi atuar com clientes de setores em que, quando um desacelerava, outro compensava o recuo”, afirma Souza.
Para sustentar a produção e atender ao aumento das vendas, a Maximu’s adquiriu geradores de energia e um caminhão zero-quilômetro para reforçar a logística. A empresa também negocia a compra de uma nova máquina para ampliar a divisão de reciclagem.
Reciclagem de resíduos plásticos
Há cinco anos, a companhia instalou uma máquina extrusora recicladora para processar internamente as sobras da produção. Desde então, aproximadamente 1.200 toneladas de resíduos plásticos foram reaproveitadas como matéria-prima para a fabricação de plástico-bolha.
O projeto recebeu investimento superior a R$ 1 milhão e foi adaptado para processar polietileno expandido. Com a internalização da reciclagem, o tempo de reaproveitamento caiu de até 40 dias para cerca de 24 horas, reduzindo a dependência de matéria-prima virgem.
“A logística reversa e a reciclagem deixaram de ser apenas discurso institucional para se tornarem uma entrega relevante. O mercado ainda fala muito e executa pouco nessa área, mas hoje apresentamos resultados efetivos e de alto impacto que comprovam nosso compromisso com o meio ambiente”, conclui Grazino.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
