
Quatro ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcaram em Manaus neste domingo (18/10), para coordenar ações de combate aos incêndios que provocaram uma grave crise de fumaça na capital amazonense. A mobilização ocorre após um apelo do prefeito Renato Junior (Avante) ao governo federal e inclui a instalação de um Estado-Maior das Forças Armadas e o emprego de 16 aeronaves nas operações.
A comitiva é formada pelos ministros da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Defesa, José Múcio Monteiro; do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Segundo Renato Junior, Lula telefonou ao prefeito, acompanhado do senador Eduardo Braga (MDB), para tratar da crise e do envio dos representantes do governo federal.
De acordo com Wellington César, o Ministério da Defesa determinou a instalação do Estado-Maior, enquanto R$ 11 milhões já foram destinados ao Estado para as operações. O ministro afirmou que as pastas envolvidas estão autorizadas a ampliar os recursos conforme a necessidade e que as forças federais também acompanharão possíveis práticas criminosas relacionadas aos incêndios.
A crise se agravou nos últimos dias. Conforme dados da Defesa Civil de Manaus, o Amazonas registrou 705 focos de calor no sábado (17), ante 226 na sexta-feira (16). Na manhã de sábado, a concentração de partículas finas (PM2,5) na capital chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico, índice classificado como péssimo pelo órgão municipal.
Diante da situação, a Prefeitura de Manaus se reunirá nesta segunda-feira (19), às 9h, com a equipe de meteorologia para avaliar uma nova suspensão das aulas, por períodos de 24 a 72 horas, que poderá incluir a rede particular de ensino. As atividades na rede municipal já haviam sido suspensas em razão dos riscos à saúde. Na terça-feira (20), está prevista a instalação de uma base da Força Nacional do SUS na capital.
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