
Um escorpião foi encontrado na manhã desta sexta-feira (02/10) na entrada do berçário EMI Thereza Coan, em São Caetano. Segundo a Secretaria de Educação, não houve acidente, vítima ou dano.
Após o ocorrido, equipes da Secretaria de Educação e da Vigilância Sanitária realizaram uma vistoria na unidade e na escola ao lado, mas nenhum outro escorpião foi encontrado. Além da inspeção externa, foi feita uma vistoria geral nas dependências internas e aplicado, nos ralos e em pontos específicos da unidade, um produto registrado na Anvisa para o controle de escorpiões.
O berçário afirma estar com a dedetização em dia. No primeiro semestre, após uma inspeção, a Vigilância Sanitária também realizou uma formação com os profissionais da escola sobre escorpiões. A direção recebeu orientações sobre as medidas que devem ser adotadas, entre elas uma nova vistoria nas dependências antes do próximo dia letivo, na segunda-feira (5), além da manutenção das áreas limpas e organizadas.
As equipes da Secretaria de Educação e da Vigilância Sanitária realizarão uma nova vistoria na próxima semana para avaliar a situação após a aplicação do produto para controle de escorpiões. Além disso, profissionais da Vigilância Sanitária estarão no local para orientar os funcionários e atender as famílias que quiserem obter mais informações sobre o assunto.
Mas, afinal, quais são os riscos ?
O RD conversou com o biólogo Miguel Malta, que explicou que um único escorpião pode dar origem a uma infestação. Como são animais de hábitos noturnos, muitas vezes passam despercebidos ao se esconderem em locais escuros e úmidos, como garagens, quintais, entulhos e frestas de paredes.
Mesmo no frio, os escorpiões entram em um estado de baixa atividade metabólica e conseguem sobreviver por até três meses sem se alimentar.
A espécie mais comum no Sudeste é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), considerado um dos mais perigosos do país. Além de possuir uma toxina potente, a espécie apresenta um método de reprodução conhecido como partenogênese, no qual a fêmea é capaz de gerar filhotes sem a presença do macho.
Com isso, a combinação de calor, disponibilidade de alimento e ausência de predadores naturais cria condições favoráveis à proliferação dos escorpiões, especialmente em áreas urbanas.
Como evitar problemas?
De acordo com o biólogo, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis abrigos e fontes de alimento. Manter os ambientes limpos, sem entulho ou restos de comida, e vedar frestas ou orifícios próximos ao solo são medidas essenciais. “Se não houver abrigo ou alimento, o escorpião tende a procurar outro local”, afirma Miguel.
Malta também reforça a importância de verificar com cautela calçados, mochilas, roupas deixadas no chão e áreas de jardim antes de entrar em contato com esses objetos ou locais. O animal é sorrateiro, e é nesses momentos de descuido que acidentes podem ocorrer.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
