
Os candidatos ao governo do Estado mais bem pontuados nas pesquisas, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), não citam em seus planos de governo a regionalização do Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde) um sistema que recebe pedidos dos municípios para consultas com especialistas, exames mais complexos e cirurgias. Regionalizar o sistema é pleito antigo da região que, em tese, diminuiria a fila e agilizaria o atendimento. Candidatos ao Legislativo do Estado, com domicílio eleitoral no ABC, comentam as propostas para a saúde dos candidatos majoritários.
Para o deputado estadual que busca a reeleição, Rômulo Fernandes (PT), apesar de não citada diretamente no plano de governo petista, a regionalização do Cross estaria dentro de um programa de governança da saúde. “Haddad enfrenta a raiz do problema ao propor que o Governo do Estado retome a coordenação do SUS. Esse é um dos maiores desafios da governança da saúde em São Paulo. A regionalização da regulação é uma importante pauta do Consórcio Intermunicipal, debatida pelos prefeitos da região. Uma CROSS regionalizada, com participação efetiva dos municípios, permitiria organizar melhor as filas, os leitos e os encaminhamentos”, aponta.
O plano de governo de Haddad fala muito da digitalização dos serviços de saúde no Estado, o SUS Inteligente Paulista, destinado a melhorar a governança, integrar os serviços e modernizar a infraestrutura tecnológica, mas não fala como os municípios farão, ou que recursos terão para acompanhar essa mudança. Para Rômulo Fernandes, o candidato petista ao governo, garantiria, em tese, o financiamento da modernização dos processos nos municípios. “O apoio aos municípios está implícito em propostas como a integração dos 645 municípios à Rede Nacional de Dados em Saúde. Isso exigirá investimentos, suporte técnico, conectividade, equipamentos e capacitação. O programa aponta o caminho correto, mas sua execução deverá considerar as diferentes capacidades financeiras e tecnológicas dos municípios. Haddad já demonstrou competência administrativa na Educação, na Prefeitura de São Paulo e no Ministério da Fazenda”, diz o deputado.

Só as emendas parlamentares não são suficientes para atender ao que os municípios precisam diante da escassa capacidade de investimento das cidades, na visão de Fernandes. “Atualmente, procuramos ajudar os municípios por meio das emendas parlamentares para a saúde. Embora necessárias em situações específicas, essas emendas são insuficientes e podem até ampliar desigualdades quando não estão vinculadas a um planejamento regional. As diferenças de capacidade financeira são profundas. Em 2025, São Caetano dispôs de quase R$ 13 mil por habitante, enquanto Mauá não chegou a R$ 3 mil. Essa desigualdade repercute diretamente nas condições de vida: a idade média ao morrer seria de aproximadamente 76 anos em São Caetano e de 65 anos em Mauá. Defendo a implantação, na microrregião formada por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, de um hospital estadual de alta complexidade, com padrão de excelência semelhante ao Hospital Estadual Mário Covas”, diz o deputado petista.
Para Rômulo Fernandes o plano de governo do PT para o governo do Estado acerta ao tratar do tema de envelhecimento da população. “Não basta criar creches para idosos ou ações isoladas. É necessário incorporar as necessidades das pessoas idosas ao planejamento da saúde, da assistência social, da mobilidade, da habitação, do lazer, da cultura e dos espaços urbanos. O programa de Haddad acerta ao propor uma nova governança estadual para o envelhecimento ativo’, completa.
O candidato do campo da direita, portanto alinhado com Tarcísio de Freitas, que foi ouvido pelo RD é outro deputado estadual que tenta a releição, Thiago Auricchio (PL). Para ele o plano do governador candidato à reeleição acerta ao propor aumentar em 40% o atendimento através da Telemedicina. “A tecnologia precisa ser uma aliada para ampliar o acesso à saúde e, principalmente, reduzir o tempo de espera da população. A telemedicina não substitui o atendimento presencial, mas pode agilizar diagnósticos, ampliar o acesso a especialistas e evitar deslocamentos desnecessários”, avalia o liberal. Porém Auricchio cita que o desafio é alinhar o Estado e as diferentes realidades das redes municipais da região. “No ABC, onde temos uma rede de saúde bastante demandada, vejo um potencial enorme nessa integração. Mas precisamos garantir estrutura, conectividade e integração entre Estado e municípios para que isso funcione de verdade”, analisa.
Uma das propostas do plano de governo do candidato Republicano é melhorar o fluxo de atendimento às vítimas de violência sexual na saúde. A proposta vem de encontro com a escalada da violência contra a mulher, sexual e também feminicídios, mas essa rede não está completamente aperfeiçoada sem as delegacias da mulher funcionando 24 horas por dia. A região tem duas delegacias que somente este ano, passaram a trabalhar ininterruptamente, que são as DDMs de São Bernardo e Diadema. Há expectativa que até o fim deste ano a de Santo André também passa a operar em horário extendido.
O deputado governista admite as limitações do governo. “Não basta incentivar a mulher a denunciar se, no momento em que ela procura ajuda, o poder público não oferece uma rede preparada para acolhê-la. Precisamos integrar segurança pública, saúde e assistência social para que a vítima tenha acolhimento, atendimento médico, registro da ocorrência, acesso à medida protetiva e acompanhamento adequado sem precisar percorrer vários equipamentos públicos. No ABC, defendo a ampliação do atendimento especializado 24 horas e assumimos o compromisso de trabalhar para que São Caetano e a nossa região tenham uma estrutura cada vez mais completa. Trabalhei pela implantação da primeira Delegacia da Mulher de São Caetano, viabilizamos recursos para a Patrulha Maria da Penha e o próximo passo é fortalecer ainda mais essa rede e garantir atendimento permanente e humanizado”, diz Thiago Auricchio.

O deputado estadual também comentou sobre a proposta de Tarcísio de Freitas de aumentar o percentual de vacinação no Estado para ter 80% dos municípios com cobertura mínima de 95% em quatro anos. Ele diz que só encaminhar verba de emenda parlamentar para a saúde municipal não vai fazer o governo cumprir essa meta. Campanhas são necessárias também.
“Emenda é importante, mas sozinha não resolve. Recuperar a cobertura vacinal exige informação, conscientização e uma atuação coordenada entre Estado e municípios. A vacinação é uma das políticas públicas que mais salvaram vidas e precisamos combater a desinformação com informação séria, transparência e orientação. Também precisamos aproximar a vacinação das pessoas, fortalecendo as campanhas, ampliando horários quando necessário e utilizando escolas e outros equipamentos públicos como parceiros na conscientização das famílias. O Parlamento tem um papel importante nisso, mas acredito que não devemos criar leis apenas para dizer que estamos enfrentando o problema. Precisamos identificar onde estão as dificuldades de cada município e construir soluções que efetivamente aumentem a cobertura vacinal”, diz o deputado.
O plano de governo do governador candidato a reeleição fala de saúde mental e tratamentos para álcool e drogas, porém o capítulo fala pouco sobre um problema que afeta cada vez mais a sociedade que é o autismo, o TDAH e outras causas de neurodivergência. Thiago Auricchio reconhece que é preciso avançar mais nesta área, para ele o fundamental é diminuir o tempo que as famílias esperam pelo diagnóstico.
“Hoje existe uma demanda crescente das famílias por diagnóstico, acompanhamento e tratamento, principalmente para crianças e adolescentes com autismo, TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento. O SUS oferece atendimento, mas ainda encontramos famílias esperando muito tempo por uma avaliação especializada ou tendo dificuldade para acessar acompanhamento multiprofissional. E isso precisa melhorar. Precisamos falar de acompanhamento, terapias, inclusão escolar, apoio às famílias e autonomia ao longo de toda a vida. Acredito que esse tema pode e deve ganhar ainda mais espaço nas políticas estaduais nos próximos anos. No ABC temos capacidade técnica e uma importante rede pública de saúde, mas precisamos integrar melhor os serviços e reduzir as filas para que o atendimento chegue mais rápido a quem precisa”, completa.
Plano de governo para a área da saúde do candidato Fernando Haddad
No estado de São Paulo, quem precisa do SUS tem que esperar. O trabalhador perde o dia por uma consulta, a mãe aguarda meses por um exame e milhares esperam por uma cirurgia sem que ninguém diga quando e nem se a sua vez vai chegar. O atual governo do estado fracassou em oferecer a agilidade e a qualidade de que o paulista precisa, que merece e que o governo Lula já garantiu no Brasil.
São Paulo dispõe de uma das maiores capacidades instaladas em especialidades médicas do país, com centros de excelência públicos e privados. O problema da saúde em São Paulo não é a falta de dados nem de iniciativas, mas de organização e capacidade de coordenação que conecte tudo isso para o cuidado integral e centrado no paciente.
Hoje, no estado de São Paulo, os sistemas de informação e os dados clínicos dos pacientes estão fragmentados: o atendimento no prontuário da Unidade Básica de Saúde, um exame no hospital, outro num laboratório particular, a vacina em outro sistema de informação. Esses sistemas e prontuários não conversam entre si, não se integram. É o paciente que precisa carregar as informações de um lado para outro, perdido em várias filas.
Essa fragmentação e a terceirização dos sistemas de regulação da saúde paulista impedem que o estado tenha uma visão integrada da demanda por atenção especializada. São Paulo opera sistemas próprios insuficientemente conectados às bases federais, o que dificulta tanto a formulação de políticas robustas quanto a transparência sobre os reais tempos de espera. Ao mesmo tempo, o SUS já acumula um volume significativo de informações que poderia ser mais bem utilizado para ações preventivas, como a busca ativa de pacientes que faltam à consulta, os lembretes de vacinação, identificação antecipada de riscos e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade. O potencial de integração segue pouco explorado apesar dos avanços possíveis, o que parece ser uma escolha pouco técnica, e talvez política.
Com Haddad governador, a saúde vai chegar na hora certa: com o paciente no centro do cuidado e uma rede integrada e conectada que funcione, garantindo atendimento com qualidade em tempo oportuno. Com Haddad governador, o prontuário clínico unificado de cada paciente estará disponível e atualizado, de forma personalizada, no aplicativo Meu SUS Digital, não importando onde o atendimento tenha sido realizado. O paciente poderá consultar seu histórico clínico a qualquer momento no celular, e o profissional de saúde que o atende também terá acesso a esse histórico durante o atendimento, por meio da plataforma SUS Digital Profissional. Isso vai garantir a continuidade do cuidado, a qualidade do atendimento e a segurança do paciente, assim como uma atenção personalizada, com base nas necessidades de cada um.
Com Haddad, São Paulo não perderá nenhuma oportunidade do Programa Agora Tem Especialistas e ampliará o cofinanciamento estadual da média e alta complexidade aos municípios, com critério público.
O especialista vai chegar perto de casa, nos serviços especializados do SUS em todo o estado e por meio das carretas de exames e da telessaúde. A fila será mais justa, transparente e inteligente. A população não ficará mais perdendo tempo em diversas filas. A prioridade será dada aos casos mais graves. A comunicação será direta com o paciente, que receberá a confirmação de cada agendamento.
O SUS estará pronto para atender quem precisar e para apoiar cada pessoa no cuidado personalizado com a própria saúde. O SUS paulista será modelo de excelência e inovação.
Princípios fundamentais
O SUS como política de saúde. Fortalecer a gestão pública da rede de saúde, com avanços na relação tripartite, é o eixo que sustenta o sistema. O compromisso é de defesa intransigente do SUS como política pública universal, integral, equitativa e de qualidade, construída de forma singular em cada município e microrregião paulista. Isso exige respeitar as diferentes realidades, garantir investimento e estratégias de cuidado articuladas entre atenção básica e especializada, fortalecer as vigilâncias sanitária e epidemiológica, apoiar a formação de novos profissionais de saúde e atualizar continuamente o quadro de servidores, promovendo a inovação na saúde.
A atenção básica como base do cuidado no SUS paulista. Cada cidadão vinculado a uma equipe de referência que o conhece, acompanha sua saúde ao longo da vida e responde por ela: o vínculo contínuo e o cuidado da pessoa no lugar da mera produção de procedimentos.
A atenção especializada oportuna e articulada com a atenção básica. As políticas de apoio em saúde digital e as ações do Programa Agora Tem Especialistas, dimensionadas para as necessidades de São Paulo, são os pilares deste princípio.
O SUS Digital SP irá fortalecer a integração das Redes de Atenção à Saúde, colocando o cidadão no centro do cuidado. Levará serviços de forma mais ágil, acessível e qualificada até onde as pessoas estão. A integração de dados e o uso da inteligência artificial viabilizarão uma atenção à saúde mais precisa, preditiva e personalizada, com melhores desfechos clínicos. Por meio do Meu SUS Digital, a comunicação personalizada para o autocuidado estará presente no cotidiano de cada cidadão.
As políticas públicas baseadas em evidências científicas para medicamentos, tecnologias em saúde e programas. O apoio de pesquisas com instituições especializadas, como as universidades e os institutos de pesquisa paulistas e outras organizações parceiras, para avaliar novas tecnologias, medicamentos e programas, traz a ciência como alicerce de decisões que consideram os aspectos econômicos, políticos e sociais das ações em saúde.
Detalhamento
Promoção da saúde como prioridade. Saúde é mais do que curar doença: é viver mais e melhor. Instituir a política estadual de promoção da saúde, alimentação e nutrição, fortalecendo a vigilância alimentar e nutricional, a promoção da alimentação adequada e saudável, a prevenção e o cuidado da obesidade e da desnutrição, com articulação intersetorial para enfrentamento da insegurança alimentar, incentivo à atividade física, prevenção do tabagismo e do consumo abusivo de álcool, e recuperação das coberturas vacinais com busca ativa de não vacinados. E as mudanças ambientais e seu impacto na saúde são um desafio dos novos tempos, que São Paulo precisa e tem condições de enfrentar.
Promover saúde com base em evidência científica, enfrentando o tabagismo, o abuso de drogas e as apostas eletrônicas, tratando a obesidade como fator de risco grave com prevenção (academias da saúde, alimentação saudável) e terapias, como o acesso às “canetas emagrecedoras”, com segurança médica e farmacêutica, e promovendo ativamente a vacinação de gestantes, crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Reforçar a importância do Programa Nacional de Imunizações, que sempre foi referência internacional: São Paulo pode ser exemplo na recuperação das coberturas vacinais e contribuir para manter o Brasil fora do mapa da Unicef dos países que menos vacinam. É preciso combater a hesitação vacinal e avançar na eliminação do sarampo, no controle da transmissão da hepatite e na prevenção do câncer de colo de útero com a vacina contra o HPV.
Reforçar o controle das doenças ligadas às condições ambientais e de saneamento, como a dengue e outras arboviroses transmitidas por mosquitos como o Aedes.
Intensificar os esforços para identificar e apoiar o tratamento eficaz de todas as gestantes com HIV, para manter o controle da transmissão vertical, da mãe para o filho.
Identificar e acompanhar com tratamento supervisionado os casos de hanseníase e tuberculose.
Reestruturar a vigilância em saúde para operar em tempo real sobre dados integrados, promovendo a detecção precoce de surtos, resposta rápida às emergências sanitárias e vacinação dirigida a quem está descoberto: uma vigilância que antecipa, prevê, planeja e intervém preventivamente.
Avançar no cuidado integral
Apoiar a integração da rede de cuidados: a Unidade Básica de Saúde, o hospital, o AME, a UPA, o CAPS, os demais serviços e a rede laboratorial e de exames complementares devem atuar em rede, com acesso às informações em tempo real. A Secretaria Estadual da Saúde vai assumir seu papel coordenador da rede, bem como sua responsabilidade no cofinanciamento do SUS em parceria com as prefeituras e o Ministério da Saúde, reconstruindo sua capacidade de gestão e coordenação das regiões de saúde, para que a saúde funcione bem em todo o estado, e não dependa da sorte de onde mora o cidadão paulista.
Apoiar a atenção básica em todos os municípios do estado, com cofinanciamento estadual regular, educação permanente das equipes e teleinterconsulta a serviço do médico de família. Sempre que necessário, o especialista resolve o caso junto com a equipe, sem o paciente entrar em fila desnecessária.
Cuidar de quem cuida, com revisão das necessidades dos diferentes profissionais e sua valorização, é um aspecto central da política de gestão, com foco na oferta adequada e humanizada de cuidados.
Implantar linhas de cuidado com busca ativa por condição de saúde: a gestante com o pré-natal completo garantido e parto referenciado; o paciente crônico com acompanhamento e medicação em dia; o idoso que vive só, acompanhado; a linha de cuidado completa do câncer, desde o rastreio, com navegação personalizada garantindo o tratamento oportuno com as melhores chances de cura.
Implantar postos avançados de especialidades em parceria com os municípios. Junto com o atendimento presencial, implantar o atendimento por telessaúde na unidade local, com apoio presencial da equipe local de enfermagem, médicos e outros profissionais, e com centros regionais de diagnóstico oferecendo laudo remoto e triagem por inteligência artificial, em que o exame com sinal de alerta vai ao topo da fila de laudo, priorizando as regiões com maiores vazios assistenciais.
Colocar a saúde de cada cidadão paulista na palma da sua mão
Paciente identificado e atendido de forma personalizada. Implantar a identificação única do paciente em toda a rede, com a interoperabilidade dos sistemas como cláusula obrigatória em todos os contratos e convênios, inclusive com as organizações sociais, e a integração plena de São Paulo à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), para que cada serviço enxergue o paciente por inteiro, em qualquer porta de entrada ou ponto de atendimento da rede. Histórico completo, com exames, vacinas, receitas e atendimentos, no celular, por meio do Meu SUS Digital.
Integrar os dados de toda a rede pública e da saúde suplementar (40% dos paulistas têm plano privado de saúde), para que qualquer profissional que atenda o paciente o enxergue por inteiro, nenhum exame se perca ou se repita por desorganização e ninguém precise contar a própria história do zero a cada novo atendimento.
Estabelecer o fluxo digital centrado no paciente, com a Clínica Integrada Digital, integrada ao sistema de regulação da atenção especializada e à Atenção Primária à Saúde (APS).
Utilizar a inteligência artificial para o cuidado proativo e o engajamento do cidadão paulista no seu autocuidado: a integração e a interoperabilidade de dados viabilizam o uso de inteligência artificial no apoio à gestão e à prática clínica. Essa evolução gera impactos positivos, como melhores desfechos de saúde, menor tempo de internação e redução de custos. O monitoramento individualizado da doença de base e o contato direto com o paciente fortalecem o engajamento diário. Por fim, fluxos digitais estruturados otimizam a rede de atenção e asseguram um cuidado centrado no cidadão.
Atenção especializada e saúde digital
Dados interoperáveis e conectados. Prontuário com interoperabilidade obrigatória. O Governo Federal institucionalizou, em julho de 2025, por meio do Decreto nº 12.560, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como plataforma oficial de integração do SUS, atualmente com mais de seis bilhões de registros clínicos, laboratoriais e administrativos, incluindo dados da saúde suplementar. Outros estados já têm os complexos reguladores da atenção especializada interoperáveis com a RNDS. Haddad governador vai garantir a integração de 100% dos 645 municípios paulistas à RNDS, com padrões de interoperabilidade obrigatórios para todos os prestadores conveniados, e construir sobre essa base um prontuário que acompanhe o cidadão do posto de saúde ao hospital.
Transparência e experiência do cidadão. Transparência sobre critérios de prioridade e posição na fila é condição para que o cidadão exerça seus direitos sobre o próprio cuidado. Ao interoperar os dados do estado com a RNDS, o cidadão poderá acompanhar a sua evolução clínica pelo aplicativo Meu SUS Digital. Ao mesmo tempo, os profissionais de saúde passam a ter acesso aos dados clínicos do paciente em qualquer ponto da rede de atenção, garantindo a continuidade do cuidado, mais qualidade e segurança na atenção integral à saúde.
Dados do cidadão protegidos e soberania digital. Garantir a guarda pública do dado de saúde de cada cidadão e cidadã: armazenamento em território nacional, sob as normas brasileiras de proteção de dados, com finalidade definida em lei, auditoria independente e controle social; uso para pesquisa e desenvolvimento sempre anonimizado e em ambiente controlado.
Estabelecer a regra da autonomia tecnológica nas contratações da saúde: prioridade a soluções abertas, padrão interoperável, transferência de tecnologia e plano de saída em todo contrato, de modo que o código e o conhecimento fiquem com o estado, que não será refém de nenhum fornecedor.
Reorganizar as políticas de saúde
Política Estadual de Atenção Integral à Saúde das Mulheres, articulando saúde sexual e reprodutiva, planejamento reprodutivo, atenção à gestação, ao parto e ao puerpério, prevenção da mortalidade materna, atenção ao climatério e à menopausa, prevenção e cuidado dos cânceres femininos. Dar especial destaque às estratégias intersetoriais de atenção integral às mulheres em situação de violência, muitas vezes identificada nos serviços de saúde, implementando protocolo de triagem de violência no atendimento às mulheres na atenção básica. E estruturar serviços especializados de saúde da mulher nos hospitais regionais existentes, para que a mulher do interior não precise viajar para ser atendida.
Atenção Integral à Saúde da Criança e do Adolescente, com acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento, primeira infância, aleitamento materno, prevenção da mortalidade infantil, vacinação, saúde mental, prevenção das violências e articulação entre saúde, educação, cultura e assistência social.
Ampliar o Programa Saúde na Escola, incluindo teleatendimento em saúde mental para adolescentes, a maior demanda dessa faixa etária, com adesão familiar voluntária.
Saúde bucal. Retomar a Coordenação Estadual da Saúde Bucal, com apoio aos Centros de Especialidades Odontológicas, às Unidades Odontológicas Móveis e aos laboratórios regionais de prótese dentária, com uso de scanner intraoral, incorporação do fluxo digital e impressora 3D para a confecção das próteses, e ações preventivas em creches, escolas e instituições de longa permanência. A consolidação da rede de cuidado em saúde bucal, da promoção ao diagnóstico, à atenção especializada e à reabilitação protética, garantindo o direito ao sorriso, é fundamental na construção de uma saúde integral.
Política Estadual de Envelhecimento Ativo e de Cuidado à Pessoa Idosa. Construir políticas públicas transversais, voltadas ao envelhecimento saudável, articulando saúde, cultura, moradia, promoção da autonomia, mobilidade urbana, instituições de longa permanência e centros de acolhimento, reconhecendo a diversidade da população idosa, que inclui os cidadãos LGBTQIA+. Articular espaços de cultura e convivência que estimulem o cuidado e o convívio entre idosos, adultos e jovens. Envolver da atenção básica aos hospitais de alta complexidade na cadeia de cuidados voltados à população idosa, incluindo o cuidado domiciliar e paliativo, com serviços de referência regional, apoio a cuidadores e centros-dia, qualificação das instituições de longa permanência e acompanhamento prioritário do idoso que mora sozinho.
Rede da linha de cuidado oncológica. Tratamento regionalizado: cirurgia, quimioterapia e radioterapia organizadas por região; encaminhamento imediato dos casos suspeitos identificados pela atenção básica e garantia de cuidados paliativos, com apoio às famílias.
Saúde mental antimanicomial e a relação com a cultura. Fortalecer, em conjunto com o Ministério da Saúde e os municípios, a Política de Saúde Mental orientada pelos princípios da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial, com cuidado em liberdade e desinstitucionalização, qualificação e ampliação da rede de atenção psicossocial, mais CAPS 24 horas e mais cuidado na rede básica e especializada, ampliação dos Centros de Convivência e Cooperativa (CECCOs), a cultura como instrumento terapêutico e a garantia dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico. Implementar políticas de enfrentamento das novas dependências, inclusive a dependência de jogos e apostas.
Assistência farmacêutica de qualidade para todos
Farmácia Popular 4.0: tecnologia e cuidado integrado. Fortalecer a Farmácia Popular 100% gratuita, ampliando o acesso da população aos medicamentos e modernizando o programa com teleconsultas, tecnologias digitais e exames para o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Expandir a cobertura nas periferias e regiões de maior vulnerabilidade, com unidades móveis, cabines digitais, distribuição de fraldas geriátricas e absorventes do Programa Dignidade Menstrual, além da busca ativa de pacientes para garantir a continuidade do tratamento e do cuidado em saúde.

Política Estadual de Assistência Farmacêutica, articulada com a Política Nacional de Assistência Farmacêutica: componentes básico, estratégico e especializado, cuidado farmacêutico, uso racional, logística, aquisição e acesso a medicamentos de alto custo. Aqui se inclui a ampliação do acesso à cannabis medicinal no SUS, garantindo autonomia aos médicos na aplicação da Lei 17.618 e permitindo que mais condições sejam atendidas por essa política pública.
Apoio aos municípios no abastecimento da farmácia básica, com logística estadual e compra centralizada que amplie o poder de negociação do SUS paulista e reduza a falta de medicamentos na UBS.
Sistema de transporte sanitário regional, garantindo deslocamento digno, regulado e pontual a pacientes e acompanhantes quando o atendimento exigir viagem a outro município.
Parceria com o Agora Tem Especialistas, do Governo Federal. Para ampliar e integrar as ofertas na rede estadual e nos municípios, é preciso melhorar a gestão dos serviços especializados sob gestão das redes estadual e federal e, ao mesmo tempo, apoiar os municípios para ampliar a oferta em todo o estado, diminuindo o tempo de espera e garantindo o acesso a serviços de qualidade em tempo oportuno.
Algumas ações que contribuem:
Fila com hora marcada e transparência, com inteligência que faz a fila andar. A regulação inteligente da fila começa por ter o pedido conferido na origem: o encaminhamento errado, incompleto ou duplicado volta corrigido no mesmo dia, para que nenhuma espera comece em cima de um erro. Depois, uma agenda integrada dos serviços públicos, filantrópicos e contratados, com confirmação ativa de cada agendamento, em que o serviço entra em contato, confirma, remarca e reaproveita imediatamente a vaga não confirmada. E, por fim, a primeira consulta agendada rapidamente, como já acontece no Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde.
Implantar a inteligência de gestão da rede. Em toda a rede, o sistema com inteligência artificial embarcada pré-analisa, prioriza e justifica; a decisão clínica é sempre do profissional de saúde. É preciso enxergar a demanda antes de ela virar fila: o mapa das necessidades de atendimento por região e especialidade, para orientar a implantação de serviços onde são necessários, e não onde a pressão política define. Fazer gestão de leitos em tempo real, com estado e municípios enxergando a mesma realidade e cobrados na mesma medida.
Facilitar a detecção de fraudes e desvios de recursos a partir dos dados integrados e com apoio da inteligência artificial.
A rede de urgência de que São Paulo precisa:
Modernizar e integrar o SAMU-192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em todas as regiões do estado, com as ambulâncias conectadas a UTIs, formando a rede estadual e integrando a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e de Medicina de Alta Precisão, com o apoio da Central Única Regionalizada de Internações, Cirurgias e Exames, teleassistência, uso da inteligência artificial e prontuários eletrônicos integrados, reduzindo o tempo de resposta nas emergências, oferecendo mais segurança, prevenindo complicações e salvando vidas, e reduzindo as mortes por infarto e AVC.
Implantar linhas de cuidado de urgência para infarto e AVC, com teleassistência 24 horas aos hospitais do interior, protocolos de trombólise e transferência dentro da janela terapêutica, regulação regional do SAMU e retaguarda de leitos definida por região.
Implantar linhas de cuidado de urgência e emergência perinatal, que atendam e integrem a rede para o cuidado da gestante e do recém-nascido.
O estado de volta à coordenação do SUS
Reconstruir a capacidade de coordenação estadual e regional do SUS, pela Secretaria da Saúde, com departamentos regionais de saúde fortalecidos, reequipados, com pessoal, capacidade técnica e tecnologia para apoiar os municípios no território; concursos públicos para recompor as carreiras; plano de sucessão dos quadros técnicos; e cooperação técnica permanente com as prefeituras, para que nenhum município cuide da saúde sozinho e todos se organizem em redes microrregionais de cooperação técnica e financeira.
Renegociar as dívidas das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos, que sustentam boa parte da média complexidade no interior, e instituir uma central de compras governamental para apoiar o setor filantrópico com os preços e a escala do estado.
Valorizar as experiências exitosas desenvolvidas pelos municípios e microrregiões e trabalhar de forma respeitosa e integrada com as secretarias municipais de saúde. Fortalecer a relação com o COSEMS/SP na coordenação do SUS paulista e desenvolver, em parceria, estratégias de apoio integrado e efetivo ao cuidado compartilhado nas regiões.
Priorizar e apoiar os municípios na expansão e qualificação da atenção básica, em cada território paulista, fazendo chegar o cuidado do SUS a cada cidadão.
Executar a regionalização da saúde: atualizar o desenho territorial das regiões, que hoje vão de mais de 100 municípios a pouco mais de 100 mil habitantes; fortalecer a regionalização solidária, com centrais de regulação em cogestão com os municípios; implantar polos resolutivos de especialidades nas regiões com vazios assistenciais já mapeados; organizar consórcios públicos regionais com as prefeituras, com servidores efetivos; e fazer a governança regional funcionar de fato, com metas de resultado acompanhadas. Em parceria com o Governo Federal: Agora Tem Especialistas, financiamento do BNDES e do FIIS e conectividade do FUST.
Valorizar os profissionais de saúde e trabalhadores do SUS
Valorizar quem cuida: instituir a Mesa de Negociação Permanente do SUS no estado de São Paulo, plano de cargos, carreiras e salários para os trabalhadores da saúde, política de saúde e segurança do trabalhador, na rede de saúde e em todos os setores, e educação permanente incorporada ao processo de trabalho das equipes de saúde; e manter o parque de equipamentos com plano estadual de manutenção e reposição, porque equipamento parado é exame que deixa de ser realizado.
Fortalecer a Política Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e a Renast, ampliando os Cerest, integrando vigilância dos ambientes e processos de trabalho à atenção à saúde e priorizando a prevenção de acidentes, doenças ocupacionais e sofrimento mental relacionado ao trabalho, inclusive entre trabalhadores informais e precarizados.
Ninguém fora do cuidado
Para garantir equidade, algumas populações precisam ser cuidadas na sua singularidade. Fazer da equidade o método da busca ativa: alcançar prioritariamente a população negra, que mais morre de causas evitáveis, a população em situação de rua, a população LGBTQIA+, os imigrantes e os moradores dos territórios sem cobertura, para que no SUS paulista todo cuidado respeite os direitos humanos e inclua populações que hoje não acessam os serviços.
Estruturar as linhas de cuidado para o transtorno do espectro autista e para as doenças raras, com diagnóstico oportuno, centros de referência regionais e apoio às famílias.
Organizar redes regionais de reabilitação para a pessoa com deficiência, em parceria com municípios e universidades.
Construir políticas específicas para a população em situação de rua e em uso abusivo de substâncias, articulando saúde, trabalho, moradia, cultura, educação, direitos humanos e segurança, com base nas experiências avaliadas de cuidado com moradia e trabalho.
Instituir a Política Estadual de Saúde Integral da População Negra com enfrentamento do racismo institucional e redução sistemática das desigualdades étnico-raciais.
É fundamental para o avanço do SUS, respeitados seus princípios, o apoio à gestão pública das redes e dos equipamentos de saúde. Fortalecer o SUS e, ao mesmo tempo, defender o direito à saúde dos 18,3 milhões de paulistas (40%) que têm plano de saúde, com ações regulatórias e de fiscalização da saúde suplementar e ampliação do ressarcimento das operadoras ao SUS.
Fortalecer o controle social: só é possível cuidar junto
Fortalecer a participação e o controle social como método de governo: realização da Conferência Estadual de Saúde e das conferências temáticas, conselhos de saúde ativos em todos os serviços sob gestão estadual e ouvidoria com resposta obrigatória ao cidadão. Integrar à gestão estadual a relação com os movimentos de saúde nos territórios paulistas.
Saúde, educação, pesquisa, inovação e extensão articuladas
Defender e fortalecer os institutos públicos de saúde e pesquisa: manter os institutos estaduais, inclusive os de pesquisa, sob administração direta e fortalecer suas estruturas. Qualificar a relação com os hospitais universitários públicos estaduais e federais e com toda a rede de saúde, ampliando a articulação entre cuidado, ensino, extensão, pesquisa e inovação.
Fortalecer o complexo econômico-industrial da saúde (CEIS)
Fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estratégia importante de soberania sanitária, empregos qualificados e redução de desigualdades regionais. Instituições e empresas credenciadas pela nova lei da Estratégia Nacional de Saúde terão papel central na produção de vacinas, medicamentos, equipamentos e insumos, com universidades e institutos, aperfeiçoando parcerias produtivas, poder de compra do SUS e financiamento do BNDES e das agências de C&T. O Brasil, com grande protagonismo de São Paulo, vem se tornando referência mundial em vacinas e terapias avançadas, com pesquisa de insumos da biodiversidade e sequenciamento genômico.
AdaptaSUS: qualificar o papel da saúde frente às mudanças climáticas
Desenvolver programas e formação para ter unidades de saúde resilientes e Centros de Informação e Predição em Saúde e Clima, em articulação com o Centro Nacional de Preparação para Emergências, a Força Nacional do SUS e a Defesa Civil estadual e dos municípios, alimentados pelo painel estadual de dados ambientais e climáticos. Desse modo, os serviços de saúde, em vez de ficarem inoperantes durante desastres climáticos como enchentes e incêndios, atuarão no apoio e no cuidado à população.
Promover políticas de redução do uso de plásticos, de enfrentamento dos impactos dos microplásticos e de proteção da saúde humana e do meio ambiente.
PPP-cidadão-SUS: parcerias público-privadas a serviço do cidadão paulista
Parcerias de sucesso, avaliadas sob a perspectiva do cidadão paulista, servirão de exemplo e inspiração.
Um comitê técnico de avaliação das PPP-Saúde, com universidades, institutos de pesquisa e o Conselho Estadual de Saúde, analisará os dados de desempenho econômico e de resultados em saúde e sua relação com os modelos de gestão. O parecer circunstanciado desse comitê vai apoiar as decisões de investimento, ampliação ou redução da oferta de serviços.
Jogo
Criar o Programa Estadual de Cuidado ao Transtorno do Jogo, estruturando no SUS paulista uma linha de cuidado específica para a dependência em apostas: capacitar as equipes dos CAPS e das unidades básicas para acolhimento e triagem, ampliar os ambulatórios de referência a partir da experiência do Hospital das Clínicas e organizar o encaminhamento entre os níveis de atenção. Articular com os municípios a inclusão do transtorno do jogo nos protocolos da Rede de Atenção Psicossocial e financiar o programa com recursos vinculados da arrecadação estadual com jogos, destinados à prevenção e ao tratamento.
Restringir a publicidade e o patrocínio de casas de apostas nos espaços, contratos e eventos sob gestão ou fomento do estado: vedar anúncios de bets nas escolas da rede estadual, nas estações e veículos do transporte metropolitano e nos eventos culturais e esportivos patrocinados ou financiados com recursos públicos estaduais, inclusive naming rights (direitos de nome). Alinhar as regras às determinações do STF e da Secretaria de Prêmios e Apostas, com atenção especial à proteção de crianças e adolescentes, e induzir clubes e entidades apoiados pelo estado a adotarem as mesmas restrições.
Fortalecer o Procon-SP com uma frente permanente de fiscalização da publicidade e das práticas comerciais das apostas: autuar a propaganda que apresente a aposta como investimento ou fonte de renda, que omita o risco de perda e de dependência ou que se dirija a públicos vulneráveis; exigir advertências claras nas peças veiculadas no estado; e abrir canal de denúncia ao consumidor. Reforçar o núcleo de superendividamento do Procon para orientar e renegociar dívidas das famílias afetadas, e articular a fiscalização com a Senacon e a Secretaria de Prêmios e Apostas.
Reunir e divulgar, no sistema de dados da Seade, os dados sobre endividamento, perfil dos apostadores e impacto na saúde, orientando as políticas do estado com base em evidência. Desenvolver, na rede estadual de ensino e em parceria com universidades, ações de prevenção e de educação financeira que expliquem a jovens e famílias os riscos das apostas e desconstruam a ideia da aposta como caminho de renda. Articular com o Procon e a rede de saúde o encaminhamento dos casos identificados.
Criar força-tarefa estadual permanente contra as apostas ilegais, reunindo a Polícia Civil e os órgãos de fiscalização, propondo às autoridades competentes o bloqueio de sites e de meios de pagamento ilegais.
Prioridades da Saúde
Reduzir o tempo de espera por consultas com especialistas, exames e cirurgias, com a fila mais justa, transparente e inteligente: com priorização por critério clínico publicado e auditável, comunicação direta com o paciente, que receberá a confirmação de cada agendamento, e o especialista chegando perto de casa, e
todo o estado, com o Programa Agora Tem Especialistas, as carretas de exames e a telessaúde. E o câncer tratado nos prazos da lei federal.
Instituir a Farmácia Popular 4.0: tecnologia e cuidado integrado. Fortalecer o Programa Farmácia Popular 100% gratuito, ampliando o acesso da população aos medicamentos e modernizando o programa com teleconsultas, tecnologias digitais e exames para o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Expandir a cobertura nas periferias e regiões de maior vulnerabilidade, com unidades móveis, cabines digitais, distribuição de fraldas geriátricas e absorventes do Programa Dignidade Menstrual, além da busca ativa de pacientes para garantir a continuidade do tratamento e do cuidado em saúde.
Modernizar e integrar o SAMU-192 em todas as regiões do estado, com as ambulâncias conectadas a UTIs, formando a rede estadual e integrando a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e de Medicina de Alta Precisão, com o apoio da Central Única Regionalizada de Internações, Cirurgias e Exames, teleassistência, uso da inteligência artificial e prontuário eletrônico unificado, reduzindo o tempo de resposta nas emergências e evitando mortes por infarto e AVC.
Promover saúde com base em evidência científica, enfrentando o tabagismo, o abuso de drogas e as apostas eletrônicas, tratando a obesidade como fator de risco grave com prevenção e terapias, com segurança médica e farmacêutica. E manter a vacinação paulista como referência internacional, combatendo a hesitação vacinal e avançando na eliminação do sarampo, no controle da transmissão da hepatite, na prevenção do câncer de colo de útero com a vacina contra o HPV e no controle da tuberculose, da dengue e das arboviroses.
Colocar a saúde de cada cidadão paulista na palma da sua mão, com o histórico completo, exames, vacinas, receitas e atendimentos, no celular, por meio do Meu SUS Digital, e integrar os dados de toda a rede pública e da saúde suplementar, para que qualquer profissional que atenda o paciente o enxergue por inteiro, nenhum exame seja perdido ou tenha que ser repetido por desorganização e ninguém precise contar a própria história do zero a cada novo atendimento.
Integrar a Unidade Básica de Saúde, o hospital, o AME, a UPA, o CAPS e a rede laboratorial numa rede só, e o prontuário eletrônico do paciente unificado, com a Secretaria Estadual da Saúde assumindo seu papel coordenador da rede, bem como sua responsabilidade no cofinanciamento do SUS em parceria com as prefeituras e o Ministério da Saúde, reconstruindo sua capacidade de gestão e coordenação das regiões de saúde, com concursos públicos para recompor as carreiras e valorização de quem cuida, para que a saúde funcione bem em todo o estado, e não dependa da sorte de onde mora o cidadão paulista.
Plano de governo para a área da saúde do candidato Tarcísio de Freitas
1. SAÚDE NA TRILHA CERTA A SAÚDE EM DIA É PREVENIR, ACOLHER, HUMANIZAR E DAR ACESSO
Nosso propósito: inovar na saúde avançando para um modelo focado na melhoria constante da qualidade do serviço e com acesso a todos. Prevenir doenças e acolher de forma humanizada e cuidadosa, com uma rede forte e integrada disponibilizada aos paulistas. Daremos atenção especial aos grupos prioritários.
2. SP INOVA SAÚDE
O maior programa de saúde digital da história do Estado de São Paulo, o SP Inova Saúde, será implementado nos próximos quatro anos com 40% de aumento no número de teleatendimentos. A iniciativa conecta especialistas a regiões que enfrentam dificuldades de acesso, levando atendimento desde a atenção básica até serviços de alta complexidade. Incentivaremos o uso de telemedicina para apoiar diagnóstico e decisão clínica na ponta. Já foram realizados cerca de 186 mil atendimentos digitais, em mais de 150 municípios, com 83% de resolutividade na atenção primária.
Ampliaremos o uso de tecnologias digitais para otimizar o acesso à atenção especializada, reduzindo perdas primárias, absenteísmo e tempos de espera. Na assistência farmacêutica, aprofundaremos a transformação digital em toda a cadeia logística e assistencial. Também consolidaremos a utilização do protocolo de alta suspeição para diagnóstico oncológico em todas as regiões do estado.
Vamos criar um sistema capaz de identificar, com antecedência, sinais de possíveis surtos de doenças de notificação obrigatória, reunindo informações de diferentes sistemas e utilizando inteligência artificial para apoiar ações rápidas de prevenção. A finalidade é reduzir o tempo entre a identificação de sinais epidemiológicos e a emissão de alertas estruturados, ampliar a sensibilidade da detecção precoce por meio de modelos preditivos com métricas de desempenho previamente definidas e fortalecer a resposta institucional dentro dos prazos estabelecidos, além de monitorar continuamente a efetividade, qualidade e impacto do sistema na vigilância em saúde.
Nossa rede estadual ficará mais integrada e interoperável, conectando municípios, hospitais, ambulatórios, unidades de urgência e demais serviços do SUS, por meio do Histórico Clínico Digital Unificado, com um sistema digital voltado à articulação de dados clínicos, hospitalares e integração dos serviços de atenção especializada. Também intensificaremos a pesquisa e inovação com foco nas pessoas, por meio dos Centros de Ciência para a atenção básica.
A saúde seguirá como eixo de transformação social e econômico no estado, com aumento de capacidade produtiva do Complexo Econômico-Industrial de Saúde. Avançaremos nas áreas de medicamentos oncológicos, para doenças raras e doenças negligenciadas, antirretrovirais e produtos biotecnológicos de maior valor agregado. Vamos expandir e acelerar parcerias de transferência de tecnologia e pesquisa transnacional com o setor público e privado e buscar mais investimento em P&D para consolidar São Paulo como polo nacional de inovação, produção e geração de emprego no setor. Consolidaremos o Instituto Butantan Farma, com a incorporação da Fundação para o Remédio Popular (FURP), como referência em pesquisa, inovação, desenvolvimento e produção de imunobiológicos e medicamentos estratégicos para o sistema público de saúde.
Para ampliar acesso a todos os brasileiros a medicamentos de alta tecnologia, o Instituto Butantan está fazendo um dos maiores investimentos da história do país no desenvolvimento biotecnológico. Nos próximos 4 anos, os investimentos ultrapassarão R$ 4 bilhões, com a entrega, por exemplo, do Centro de Produção de Vacina de HPV; do Centro de Produção das Vacinas DT, DTP e dTpa; do Centro de Produção Final de Imunobiológicos (CPFI 4); do prédio para Produção de Bancos de Influenza (PBI); do Centro de Produção de Soros (CPS); da ampliação da Planta de Anticorpos Monoclonais (PAM); e do Centro de Produção de RNA (CPR).
Vamos desenvolver terapia avançada CAR-T, para tratamento de leucemias e linfomas refratários aos tratamentos tradicionais; novas vacinas contra gripe (versão mais potente para pessoas >60 anos, gripe aviária); raiva (retomada da produção 100% nacional e nova versão aprimorada da vacina) e Zika; anticorpos monoclonais para prevenção e tratamento de doenças tropicais (Zika e Febre Amarela) e opções para tratamento de câncer (Onco-BCG para câncer de bexiga e novas modalidades de CAR-T para mieloma múltiplo e outras formas de câncer sólido). Também intensificaremos a pesquisa e inovação com foco nas pessoas, por meio dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) em (CeRDI); Centros de Ciência para o Desenvolvimento Cenas Abertas de Uso de Drogas; Controle do Câncer no Estado de São Paulo (ConeCta-SP); Observatório Regional de Saúde em doenças de evolução avançada e cuidados paliativos; Plataforma de Inovação Tecnológica para Emergências em Saúde (PITES); Projeto CID-SP EMERGÊNCIAS: Centro de Inteligência de Dados em Saúde Pública Saúde, como, dentre outros: Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida (CCDSHQV); Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante; Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos; Centro de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento para inovação em Medicina e Saúde: In.lab.iNovaHC FMUSP; Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Imunobiológicos.
O programa será ampliado com o objetivo de chegar a todos os paulistas por meio da regionalização da gestão, garantindo que cada região tenha condições de responder aos seus principais desafios de saúde. A Tabela SUS Paulista, iniciativa inédita do Governo Tarcísio, complementa os valores pagos pelo Ministério da Saúde em até cinco vezes mais. A primeira gestão fortaleceu o atendimento nos hospitais filantrópicos e Santas Casas, permitindo ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias, internações, órteses, próteses e outros procedimentos essenciais.
Nos próximos 4 anos, a Política Estadual de Regionalização da Saúde intensificará a reorganização da rede pública de saúde a partir das necessidades, capacidade instalada e vazios assistenciais de cada território. Vamos atender mais e melhor a população, com acesso rápido e eficaz a consultas, exames, cirurgias e tratamentos, reduzindo a necessidade de deslocamentos em longas distâncias, de forma ágil com menos filas. Em 2025, a rede pública estadual registrou o maior volume de cirurgias eletivas já realizadas. Ao longo da gestão, foram realizadas cerca de 4 milhões de cirurgias, praticamente dobrando a média anual de cirurgias.
A combinação entre a regionalização da saúde, fortalecimento hospitalar e ampliação dos investimentos Paulista. (CeRDI); Centros de Ciência para o Desenvolvimento Cenas Abertas de Uso de Drogas; Controle do Câncer no Estado de São Paulo (ConeCta-SP); Observatório Regional de Saúde em doenças de evolução avançada e cuidados paliativos; Plataforma de Inovação Tecnológica para Emergências em Saúde (PITES); Projeto CID-SP EMERGÊNCIAS: Centro de Inteligência de Dados em Saúde Pública. Também auxiliaremos as prefeituras com a inovação trazida pelo Incentivo à Gestão Municipal – IGM SUS Paulista, para as ações e serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) e as relacionadas à vigilância epidemiológica, para todos os 645 municípios do estado.
O programa combina critérios de vulnerabilidade e desempenho para incentivar melhorias em ações fundamentais para a população, como: vacinação, pré-natal, prevenção da mortalidade infantil, rastreamento de câncer, controle da hipertensão e do diabetes, além do combate às arboviroses urbanas como Dengue e Chikungunya. permitiu que o cidadão esperasse menos na fila, com redução de 57,5% no tempo médio de espera. Hoje, cerca de 800 Santas Casas e instituições conveniadas já são beneficiadas pela Tabela SUS Consolidaremos a Tabela SUS Paulista para os hospitais públicos municipais e para os serviços municipais de Terapia Renal Substitutiva. O objetivo é que mais pacientes possam realizar seu tratamento em sua região, com menor deslocamento, mais rapidez e maior continuidade do cuidado. Mais do que complementar valores, a Tabela SUS Paulista é um instrumento para organizar a rede e transformar o financiamento em atendimento concreto para a população.
Também auxiliaremos as prefeituras com a inovação trazida pelo Incentivo à Gestão Municipal – IGM SUS Paulista, para as ações e serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) e as relacionadas à vigilância epidemiológica, para todos os 645 municípios do estado. O programa combina critérios de vulnerabilidade e desempenho para incentivar melhorias em ações fundamentais para a população, como: vacinação, prénatal, prevenção da mortalidade infantil, rastreamento de câncer, controle da hipertensão e do diabetes, além do combate às arboviroses urbanas como Dengue e Chikungunya.
Com o IGM SUS Paulista, São Paulo mais que triplicou os recursos estaduais destinados a melhorar a atenção primária nos municípios: os repasses anuais saltaram de uma média de R$155 milhões para mais de R$600 milhões por ano, desde 2024. Ampliaremos a estrutura assistencial com novos equipamentos, hospitais, ambulatórios e centros de reabilitação. Esses investimentos reduzem deslocamentos, ampliam o acesso aos serviços especializados e fortalecem o atendimento regionalizado. A qualificação técnica e integração com a média e alta complexidade terão um grande foco. De modo pactuado com os municípios, vamos estabelecer mecanismos de referência padronizados entre atenção primária e a rede ambulatorial especializada e hospitalar.
3. ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL
Será fortalecida a Rede Estadual de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, para ampliar o acolhimento humanizado e o atendimento qualificado, apoio à integração das bases de dados e aprimoramento do registro de informações. Vamos reforçar a articulação e padronização de atendimento e de fluxos institucionais e melhorar a comunicação intersetorial e interfederativa. A atenção especial estará focada nas mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência.
4. VACINAÇÃO
Nos próximos 4 anos, intensificaremos o apoio aos municípios no aumento da cobertura vacinal. Ao final do quadriênio de 2030, espera-se que 80% dos municípios paulistas atinjam cobertura vacinal mínima de 95% nas vacinas monitoradas pelo IGM SUS Paulista. Daremos continuidade e fortaleceremos a estratégia pioneira do estado, que ampliou a cobertura da vacinação contra HPV, ao incluir: meninas e meninos de 9 a 14 anos e adolescentes de 15 a 19 anos; pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea; pacientes oncológicos (imunossuprimidos); vítimas de abuso sexual; e pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PRR).
5. SAÚDE MENTAL
+ Saúde Mental será um programa específico para saúde mental, em parceria com as prefeituras, com o objetivo de fortalecer as ações no território paulista, reforçando a articulação entre assistência, promoção, prevenção e reabilitação, além da oferta de serviços municipais e estaduais, de forma integrada e complementar, a partir dos diagnósticos, resultados, orientações e pactuações provenientes da política de regionalização da saúde.
Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que os problemas relacionados à saúde mental já são comparáveis aos de muitas doenças crônicas tradicionais e figuram entre os principais problemas de saúde do futuro. Apresentam tendência de crescimento devido ao envelhecimento populacional, insegurança econômica, maior pressão por desempenho escolar e profissional, mudanças climáticas, isolamento social, conflitos e guerras e hiperconectividade digital.

Os mesmos estudos indicam que melhores condições de saúde mental estão associadas a maior produtividade, mais inovação e capacidade empreendedora, desempenho escolar e produtivo, maior participação no mercado de trabalho e redução do uso de serviços hospitalares. Vamos reduzir desigualdades e fragmentações, qualificar fluxos assistenciais e atuar para diminuição de vazios assistenciais, de modo a ampliar o acesso, a qualidade e a integralidade dos serviços de saúde mental, respeitando o protagonismo municipal na Rede de Atenção Psicossocial. As linhas de cuidado no Estado de São Paulo serão aprimoradas, com especial atenção à detecção e atuação precoce e à resposta a casos extremos.
Para isso, vamos reforçar o incentivo à boa formação nas áreas técnicas, investindo em capacitação, ampliando e estimulando o cuidado, escuta e acolhimento na atenção primária, porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O modelo de financiamento também trata da ampliação de leitos de saúde mental em hospitais gerais.
Apoiaremos as prefeituras, buscando fortalecer a capacidade de resposta local, a melhora na continuidade dos cuidados, a digitalização dos serviços, as iniciativas multissetoriais de atendimento dos pacientes, sobretudo em contexto de dependência química e de jogos.
Promoveremos capacitações específicas para as equipes das unidades municipais, considerando a gama de desafios relacionados ao contexto contemporâneo, buscando a pactuação na integração dos processos de atenção e cuidado à saúde mental em todos os ciclos da vida, da infância ao envelhecimento. Daremos especial atenção às ações de apoio à saúde mental das mães atípicas, com um atendimento que reconheça as especificidades da sobrecarga vivida por essas mães.
6. HUBS REGIONALIZADOS
Daremos continuidade e ampliaremos as ações, os protocolos e a linha de cuidado integral às pessoas com necessidades relacionadas ao uso de substâncias psicoativas, com ênfase em cenas abertas de uso, de acordo com as diretrizes do programa sobre drogas e transformação, criado na primeira gestão do Governo Tarcísio.
Implementaremos os Hubs Regionalizados de Cuidados em Crack e Outras Drogas em outras regiões do estado, assim como foi feito na capital, para atendimento gratuito, orientação e encaminhamento para tratamento, dentro de uma abordagem integrada que combina ações preventivas, tratamento médico, apoio psicossocial, assistência social e demais ações para potencialização dos resultados de prevenção, desintoxicação e reabilitação. Com isso, nosso modelo bem-sucedido de execução de política sobre drogas e transformação de cenas abertas de uso será consolidado e expandido territorialmente.
A iniciativa combina acolhimento, tratamento em diversos níveis de complexidade e de acordo com a especificidade de cada caso discutido pelas equipes de cuidado e reabilitação psicossocial aos pacientes, incluindo a necessária participação intersetorial para ações de recuperação e revitalização urbana. Consolidaremos o modelo de Casas Terapêuticas, cuja metodologia de acolhimento residencial foi desenvolvida pelo estado, com base em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar.
A abordagem promove tratamento de transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, muitas vezes agravados pela situação de rua. Os beneficiários reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização, participam de terapias individuais, atividades socioeducativas e culturais. Suas potencialidades também são desenvolvidas com o incentivo para o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho, até a conquista da autonomia, com renda e moradia. Após a finalização das três primeiras fases, os atendidos pelo programa continuam sendo acompanhados para prevenção de recaídas. Por fim, a fase Caminhar inclui ações de moradia monitorada, em continuidade ao processo de reintegração social, promovendo apoio à autonomia, à inserção no mundo do trabalho e à cidadania.
Expandiremos os Espaços Prevenir para oferta de apoio psicossocial, com foco no fortalecimento dos vínculos familiares e na prevenção de recaídas por uso de substâncias psicoativas, nos quais equipes multidisciplinares (assistentes sociais, psicólogos e pedagogos) oferecem terapias em grupo, consultas individuais, orientação familiar e atividades de cultura e lazer.
7. POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
Intensificaremos as ações de coordenação e organização da rede interfederativa, com apoio e fortalecimento às iniciativas municipais, gestão integrada e participativa, buscando qualidade e a melhoria contínua dos processos através de discussão de casos e formação para os profissionais envolvidos no acolhimento, escuta e encaminhamento intersetorial das demandas. Promoveremos apoio técnico e financeiro para fortalecimento institucional das prefeituras na implementação de moradia assistida e moradia intermediária de transição para reinserção social e produtiva. A atuação se dará de forma articulada entre as políticas de saúde e assistência social.
8. SP MOVIMENTA
O SP MOVIMENTA será uma política estadual de promoção da atividade física, prevenção de doenças e envelhecimento saudável, articulando as áreas da saúde, esporte, educação, assistência social e desenvolvimento urbano, em parceria com os municípios. O programa incentivará a incorporação do movimento à rotina das pessoas, com orientações e atividades adaptadas às diferentes faixas etárias, condições de saúde e capacidades funcionais.
Será dada prioridade aos pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas; crianças e adolescentes; pessoas idosas; pessoas com deficiência física e populações em situação de maior vulnerabilidade.
Desenvolveremos um aplicativo como ferramenta de apoio ao programa, oferecendo conteúdos guiados, metas adaptáveis, lembretes, orientações de segurança e informações sobre as atividades disponíveis em cada território. A tecnologia permitirá acompanhar a adesão, as metas de atividade e a evolução funcional dos participantes, respeitando a proteção dos dados pessoais e sem substituir a avaliação profissional quando necessária. Os resultados serão monitorados por meio de indicadores de participação, alcance territorial, inclusão dos grupos prioritários, continuidade das atividades e melhoria da capacidade funcional e dos fatores de risco relacionados às doenças crônicas.
Mais do que incentivar a prática esportiva, o objetivo será incorporar a atividade física à política de saúde de São Paulo, ajudando as pessoas a prevenirem doenças, preservarem a autonomia e viverem mais e melhor.
9. HOSPITAIS MUSICAIS
Daremos continuidade ao programa Hospitais Musicais, que forma músicos e qualifica professores da EMESP Tom Jobim, fortalecendo o uso da música como instrumento terapêutico e humanizador nos hospitais do estado. O objetivo é promover humanização, conforto e acolhimento a pacientes e profissionais de saúde por meio de intervenções artísticas e repertório musical sensível aos diferentes cenários hospitalares.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
