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A 5ª Flirp (Feira Literária de Ribeirão Pires) reúne escritores, artistas, leitores, agentes culturais e famílias no Mirante Santo Antônio neste sábado (26/9). Com o tema “Do desenho à palavra”, a feira promove encontros entre literatura, artes visuais, música, quadrinhos, teatro, artesanato e oralidade. A programação segue neste domingo (27), com entrada gratuita.
A edição reúne mais de 100 convidados e marca a estreia do Mirante Santo Antônio como espaço da feira. A curadoria é de Carlos Lopes Galego, jornalista, escritor, editor e artista visual.
A escritora, poeta, editora e ativista cultural Dalila Teles Veras é a homenageada desta edição. Durante a feira, Dalila destacou sua relação com Ribeirão Pires e com o ABC e relembrou o projeto “Sete anos, sete cidades”, no qual dedicou um mês de atividades culturais a cada município da região. Ao falar sobre o vínculo com a cidade, resumiu “Ribeirão Pires é o ABC”.
A escritora também celebrou o fato de receber a homenagem em vida e recordou momentos de sua trajetória ligados ao município. Entre as lembranças está a relação de sua família com uma casa às margens da represa, na área do atual Corredor Polonês, que no passado pertenceu a Ribeirão Pires e hoje integra Santo André.
Durante a programação, o prefeito Guto Volpi, ao lado do secretário de Cultura, Erike Busoni, entregou uma homenagem à escritora. “O Mirante Santo Antônio tem se fortalecido cada vez mais como um espaço de eventos da nossa cidade, e receber a Flirp nesse cenário amplia essa vocação. A literatura, a cultura e o encontro com os escritores ajudam a aproximar a população desse patrimônio e fortalecem Ribeirão Pires como destino cultural”, destaca Volpi.
Autores e diferentes formas de contar histórias
Entre os convidados deste sábado está o escritor Ferréz, que participa da mesa “Literatura, da Escrita à Vida”. Após o encontro, o autor de obras como “Capão Pecado” e “Manual Prático do Ódio” atende leitores para autógrafos e conversas. “É a primeira vez que participo da Flirp. A cidade, assim como o evento, são acolhedores. Encontrei leitores dos meus livros, amigos e também vou aproveitar para levar exemplares novos para casa”, comenta Ferréz.
A produção local também ganha espaço na feira com Rosiane Andrade Werly Gonçalves, professora PDI da Escola Municipal Olivia Marques Petrilli. A autora apresenta os livros “A Florzinha Teimosa”, “Advogada Menina ou Menina Advogada” e “Professora Coruja”, inspirados em experiências do cotidiano e na convivência com crianças. “Eu sei o que a criança gosta, mas o que a criança gosta eu também gosto”, conta Rosiane. Segundo a autora, “A Florzinha Teimosa” nasce a partir de uma flor observada por seu tio em uma parede e ganha novos sentidos durante uma viagem planejada à Holanda. A obra aborda temas como rotina, mudanças e respeito às particularidades de cada pessoa.
A programação da Flirp também reserva espaço para a literatura indígena. Na mesa de encerramento deste sábado, Daniel Munduruku abordou identidade, memória e resistência dos povos indígenas. O escritor destaca a importância da oralidade na transmissão de saberes entre gerações e relaciona essa tradição à produção literária indígena.
Programação segue neste domingo
A Flirp 2026 continua neste domingo (27), a partir das 10h, com atividades voltadas a diferentes públicos e linguagens. Entre os destaques estão a Camerata de Cordas da Emarp, às 10h; a mesa “Caixa de Quadrinhos”, às 11h; a conversa sobre biografias, memória e literatura, às 13h; uma apresentação de Live Paint com Renato Neves, às 14h; uma conversa sobre poesia com Tarso de Melo e Fabiano Calixto, às 15h; e o encerramento com Anderson Gomes, às 17h.
A Prefeitura também disponibiliza transporte gratuito entre a região central e o Mirante Santo Antônio durante o evento.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
