
O Brasil vive um cenário preocupante: ao mesmo tempo em que a indústria, a infraestrutura, a tecnologia e o setor de energia ampliam seus investimentos, cresce a dificuldade das empresas para contratar engenheiros qualificados. Levantamentos citados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam um déficit de aproximadamente 75 mil engenheiros no país, situação que pode comprometer projetos estratégicos e a competitividade da economia brasileira.
Para o professor Mário Gonçalves Garcia Jr., coordenador de área dos cursos de Engenharia, Arquitetura e Química do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), o momento representa um desafio para o país, mas também uma excelente oportunidade para os jovens que desejam construir uma carreira sólida.
“A Engenharia é uma profissão estratégica para o desenvolvimento econômico e social. Sem engenheiros, torna-se mais difícil expandir a infraestrutura, desenvolver novas tecnologias, fortalecer a indústria e promover inovação. Ao mesmo tempo, essa escassez amplia as oportunidades para profissionais bem preparados”, afirma o coordenador.
O que explica a falta de engenheiros?
De acordo com estudos citados pela CNI, diversos fatores contribuem para esse cenário:
- redução do número de estudantes matriculados nos cursos de Engenharia;
- elevada evasão durante a graduação;
- crescimento da demanda por profissionais em setores tecnológicos;
- necessidade crescente de especialistas em áreas como automação, energia, infraestrutura e transformação digital.
Além disso, entidades do setor alertam que, sem medidas para ampliar a formação de profissionais, a escassez poderá aumentar nos próximos anos.
Segundo o professor, o engenheiro do século XXI precisa ir além do domínio técnico. “Hoje as empresas procuram profissionais capazes de resolver problemas complexos, trabalhar em equipes multidisciplinares, utilizar Inteligência Artificial, analisar dados, inovar e liderar projetos. A formação precisa acompanhar essa transformação”, destaca.
Por isso, os cursos de Engenharia da FSA investem continuamente em metodologias ativas, laboratórios modernos, projetos integradores e atividades práticas que aproximam os estudantes da realidade das empresas.
Formação prática e alta empregabilidade
Um dos diferenciais é a forte integração entre universidade e setor produtivo. Os estudantes desenvolvem projetos aplicados, participam de atividades laboratoriais, visitas técnicas, desafios de inovação e experiências que simulam situações reais da profissão.
Segundo Mário Garcia, essa aproximação contribui diretamente para a elevada empregabilidade dos egressos. “Nossa formação foi construída para atender às necessidades do mercado. O aluno aprende fazendo, desenvolve competências técnicas e comportamentais e chega ao mercado preparado para enfrentar desafios desde os primeiros anos de carreira”, comenta.
Outra característica é a incorporação da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio ao ensino e ao desenvolvimento de projetos. A tecnologia já faz parte da rotina de diversas áreas da Engenharia, como manufatura inteligente, automação, manutenção preditiva, análise de dados, logística, projetos estruturais e eficiência energética.
“O engenheiro do futuro precisará trabalhar em parceria com tecnologias inteligentes. Por isso, nossos estudantes aprendem desde a graduação a utilizar essas ferramentas de forma ética, estratégica e voltada para a inovação”, afirma o coordenador.
Profissão essencial para o desenvolvimento do país
Infraestrutura, mobilidade urbana, energia, saneamento, indústria, tecnologia, sustentabilidade e cidades inteligentes são alguns dos setores que dependem diretamente da atuação dos engenheiros.
Para o professor, investir na formação desses profissionais significa investir no futuro do Brasil. “Cada obra, cada fábrica, cada sistema tecnológico e cada inovação passam, em algum momento, pelo trabalho de um engenheiro. Formar profissionais qualificados é fundamental para aumentar a competitividade do país e promover desenvolvimento com responsabilidade social e sustentabilidade”, destaca.
Com a demanda crescente por profissionais qualificados e a necessidade de acelerar projetos estratégicos, a Engenharia continua como uma das carreiras mais promissoras do país.
“Quem escolhe Engenharia hoje encontra um mercado repleto de desafios, inovação e oportunidades. Na Fundação Santo André, preparamos nossos estudantes para serem protagonistas dessa transformação, combinando sólida formação científica, intensa vivência prática e conexão permanente com as necessidades das empresas e da sociedade.”, conclui Mário Garcia.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
