Moradores da Favela Naval, comunidade localizada no bairro Piraporinha, em Diadema, convivem com ruas esburacadas, alagamentos e prejuízos dentro de casa. A obra de drenagem e pavimentação, com investimento de R$ 3,9 milhões, teve início em 24 de novembro de 2025 e conta com término para 24 de setembro deste ano, mas o serviço não foi concluído. Questionada, a Prefeitura diz que o contrato com a empresa responsável pelas obras foi rescindido, e que busca
A intervenção ocorre no Núcleo Habitacional Naval, região integrada ao bairro Piraporinha. Entre os pontos mais afetados está a rua Tucum, onde moradores relatam problemas de acesso e alagamentos durante as chuvas. A situação traz transtornos para famílias que vivem no local e aumenta o risco de novos prejuízos.

Um morador, que preferiu não se identificar, relata que a presença da empresa responsável pela obra no local tem sido irregular e que o avanço dos serviços não acompanha as necessidades da comunidade. “Essa obra tem serviço apenas uma vez por semana. Em um dia, a equipe cava e, em outro, volta para enterrar, mas o problema não avança. Já perdi muitas coisas dentro de casa por causa dos alagamentos. Roupas, móveis e outros objetos precisaram ser descartados. E ainda tem mais coisa aqui que pode ser perdida se a chuva voltar”, relata.
Segundo o morador, os alagamentos já causaram perdas de roupas, móveis e outros objetos. A preocupação aumenta diante da previsão de novas chuvas. “A situação é muito difícil. Quando chove, a água entra em casa e causa novos prejuízos. As roupas ficam com mau cheiro porque não temos condições de lavar e secar tudo aqui. Já perdi muita coisa e tenho medo de que aconteça de novo”, afirma.
Contrato rescindido
Questionada sobre a situação, a Prefeitura diz que rescindiu o contrato com a empresa responsável pelas obras no Núcleo Habitacional Naval e aplicou multa por descumprimento de cláusulas contratuais.
A administração municipal afirma que trabalha na reprogramação do projeto para a abertura de uma nova licitação. Como a intervenção ocorre por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal, o novo plano precisa de aprovação do órgão financiador antes da contratação de outra empresa. Segundo a Prefeitura, o cronograma para a retomada e a conclusão dos serviços será divulgado após essa etapa.
Enquanto os trâmites não avançam, a Prefeitura afirma que mantém equipes no local para serviços de limpeza e ações paliativas de manutenção viária. A medida, segundo a administração, busca garantir a circulação pelas ruas, a segurança da comunidade e reduzir os impactos das chuvas.
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