A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou o levantamento do valor dos 34 produtos da cesta básica no mês de agosto. A média foi de R$ 1.219,26. O valor é 2,64% menor do que em julho, mas 4,52% maior do que agosto do ano passado. Apesar da boa nova, a expectativa é que nos próximos meses as consequências da emergência climática vão causar um cenário de incertezas, principalmente em relação aos hortifrutis.
Produtos básicos do dia a dia como arroz, feijão, cebola e batata foram protagonistas para que o preço médio da cesta básica apresentasse queda após uma série de altas. “O feijão, principalmente. O arroz e o feijão têm um peso muito importante na composição da nossa pesquisa de Cesta Básica, que considera o consumo de 34 itens de alimentos e um pouco de higiene pessoal e limpeza doméstica também, mas, basicamente, alimentos básicos.”, iniciou o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá de Benedetto, em entrevista ao RD Momento Econômico.
“E o arroz e feijão têm um peso muito importante. Essa pesquisa seria, por 30 dias, uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. Então, no caso, a batata, ela vinha recuando já, desde junho, quando ela estava a R$ 9,70. Então, esse período de inverno, desde que não seja muito extremo, com muito frio, e que nem está acontecendo agora, no finalzinho, esse excesso de chuvas, ele até é favorável para a batata, que é o que vinha acontecendo. Isso não quer dizer que vai continuar, porque esse setembro veio mudando tudo, mas estamos falando de agosto, por enquanto.”, segue o especialista.
O quilo da cebola teve queda de 20,15% entre julho e agosto. O quilo da batata teve uma redução de 15,44% no seu preço médio na região. O feijão carioca também apresentou queda de 15,06% e a laranja teve queda de 12,28%. O arroz teve leve redução de 1,96%.

Apenas um dos 34 produtos apresentou alta de dois dígitos no período. O sachê de molho de tomate teve uma variação de 11,5% no seu valor. O pacote de bolacha salgada aprese na sequência com a alta de 7,32% e o quilo da banana teve alta de 6,23%.
Clima
O frio e as chuvas constantes no mês de setembro criaram um alerta importante nos produtores do Sul e Sudeste do Brasil. Segundo Fábio, existe uma possibilidade de alta de preços de alguns produtos, principalmente da banana, que não tem um cenário climático favorável para a sua produção.
“Eu acho que se não subir tanto em setembro o preço dos hortifrutis, foi porque também o consumo diminui. Você falou uma verdade. As pessoas estão menos dispostas a saírem para ir à feira, para consumir saladas também e sucos de frutas. Então, a demanda diminui também. E a imprevisibilidade é o ponto chave mesmo, é o que você disse. Então, o que a gente espera? Numa situação ideal, a primavera chega para a gente começar a plantar. Acaba o inverno, seco e frio, começa a primavera, o calor e as chuvas que nos proporcionam.”, explica.
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