
Setembro começou com volumes expressivos de chuva em Santo André. Entre os dias 1º e 14, o município registrou acumulado médio de 240 milímetros de precipitação – número que já supera em 112% a média climatológica esperada para todo o mês, que é de 113,27 mm. O índice registrado até o momento torna este o setembro mais chuvoso dos últimos dez anos na cidade.
Diante do cenário, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Departamento de Proteção e Defesa Civil, mantém equipes nas ruas, em atendimento às ocorrências, e em estado de atenção permanente.
O monitoramento contínuo abrange os índices pluviométricos, os alertas meteorológicos do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e do Governo do Estado, os níveis de rios, córregos e piscinões municipais e os pontos vulneráveis do município, com apoio integrado de diversas secretarias municipais para pronta resposta a emergências.
O volume atípico de precipitação reflete a crescente intensidade dos eventos climáticos extremos que têm afetado diversas regiões. Fatores como a influência de fenômenos globais (como o El Niño) e o aquecimento da atmosfera têm alterado os padrões normais de chuvas, concentrando altos volumes em intervalos muito curtos.
“Estamos enfrentando um cenário de chuvas muito acima do que normalmente é registrado para o período, reflexo de um cenário climático cada vez mais desafiador. Por isso, determinei que a Defesa Civil e as secretarias municipais permaneçam mobilizadas e em monitoramento permanente, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Nosso foco é agir de forma preventiva, com rapidez e integração, para proteger a população. Também reforçamos a importância da participação dos moradores, que devem ficar atentos aos sinais de risco e acionar imediatamente a Defesa Civil diante de qualquer situação de perigo. Neste momento, a prioridade absoluta da Prefeitura é preservar vidas”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
A sequência contínua de dias chuvosos, conforme registrado desde a última semana, eleva a umidade e a saturação do solo, aumentando consideravelmente o risco de ocorrências como, deslizamentos, erosões e movimentações de massa, alagamentos e enxurradas.
“Nossas equipes e das outras secretarias parceiras estão preparadas e mobilizadas em campo para agir diante de qualquer ocorrência. No entanto, em momentos de solo saturado e acumulados tão expressivos, a parceria do cidadão é fundamental. Pedimos que a população fique atenta aos sinais de risco informados pela Defesa Civil e não hesite em acionar nossos canais de emergência ao primeiro sinal de perigo”, ressalta o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
Segundo dados dos pluviômetros automáticos do Cemaden, atualizados nesta segunda-feira (14/09), bairros como a Vila Príncipe de Gales registraram acumulados superiores a 186 mm em 96 horas, seguidos por Recreio da Borda do Campo (174,38 mm), Parque Andreense (168,57 mm), Paranapiacaba (162,81 mm) e Vila Bastos (155,56 mm). O mapa hidrológico do município indica ainda atenção especial para as regiões do Jardim Santo André e Jardim Bela Vista.
Alguns locais apresentaram volumes significativamente superiores à média. O maior acumulado foi registrado na região do Jardim Santo André, com 316,2 mm, enquanto Paranapiacaba, localizada na Macrozona de Proteção Ambiental, acumulou 279,1 mm. Considerando somente o período entre quinta-feira (10/09) e segunda-feira (14/09), a média municipal ficou em aproximadamente 106 mm, embora alguns bairros tenham registrado volumes pontuais muito superiores. O episódio de maior destaque ocorreu no sábado (12/09). Na Macrozona Urbana, a região da Vila Príncipe de Gales registrou 87,1 mm em apenas um dia, enquanto na região do Recreio da Borda do Campo foram registrados 79,2 mm.
Com a previsão de manutenção das instabilidades, a Defesa Civil orienta os moradores – principalmente aqueles situados perto de encostas – a ficarem atentos aos sinais de perigo e vulnerabilidade nas edificações e no terreno.
Sinais de alerta em áreas de risco:
• Surgimento de rachaduras ou fendas no solo, paredes e muros;
• Inclinação atípica de árvores, postes, cercas ou muretas;
• Estalos em estruturas de imóveis;
• Abatimento do terreno ou surgimento de água barrenta na base de barrancos.
Ao notar qualquer um desses sinais, os moradores devem sair imediatamente do local e acionar os serviços de emergência, como o telefone 199, da Defesa Civil de Santo André ou o 193 do Corpo de Bombeiros.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
