A educadora Thais Gasparini (Unidade Popular) é uma das candidatas do ABC para o cargo de deputada federal. Em sua participação no RD Cast, a postulante enfatizou a necessidade de investimentos multisetoriais para apoiar as mulheres vítimas de violência. E crítica o congelamento de investimentos para a instalação de Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) em todo o Estado.
“Precisa ter uma força pública de informação mais qualificada de quem atende essas mulheres. Porque muitas que chegam nas delegacias são revitimizadas, sentem culpa. As que chegam, muitas não chegam. Agora, para se resolver a violência contra as mulheres, não basta só a gente ter a delegacia. Não basta só a gente garantir essa segurança nessa perspectiva. Porque garantir a segurança da mulher também se diz com o emprego que ela tem, o salário que ela tem., inicia.
“Como você sai de um ciclo de violência se você está dependendo financeiramente do agressor? Se você tem filho, inclusive. Então, depende da renda dessa mulher. Não basta só a gente ter as delegacias, mas se a mulher não tem a sua moradia digna, não consegue sair da casa do agressor. Então, se falta alimento. Então, na verdade, para a gente resolver e acabar com a violência contra as mulheres, são uma série de ações que o Estado precisava tomar. Então, claro, de segurança, de investimento, mas também na moradia digna, na educação dos filhos dessas mulheres, no trabalho que essas mulheres têm, na renda que essas mulheres têm”, segue.

Thais relembra o trabalho realizado pelo Movimento Olga Benário, que visa ações de apoio para as mulheres a partir de diversas ocupações pelo País. Segundo a candidata, a organização conseguiu ajudar mais de 60 mil mulheres vítimas de violência com apoio jurídico e de outros cuidados. Na sua visão, seria possível que os governos conseguissem realizar um trabalho parecido, que basta investimento e vontade para isso.
Trabalhadores
Outro ponto defendido pela candidata é uma maior participação da classe trabalhadora nas decisões do Poder Público, principalmente nas lutas do dia a dia. Na sua visão, é necessário que a população tenha voz e vez para que possa emplacar projetos e propostas que possam melhorar a vida daqueles que mais precisam. Algo, que na sua visão, tem total relação com uma sociedade socialista.
“São várias coisas que precisam mudar para a gente ter uma sociedade socialista, que é uma sociedade justa, que é uma sociedade igualitária. E uma das coisas que a gente fala que é essencial para se acabar com essa forma de miséria que a população vive, a primeira coisa é como que se destina o orçamento. E aí, eu já falei aqui, parte do orçamento, 42% é para pagamento de uma dívida pública, e a gente precisa parar com essa sangria. E como é que para? Eu sou a voz de Deus, a messias que vai resolver? Não, nós precisamos de um povo junto para tomar essa decisão, para governar junto”, comenta.
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