A deputada estadual Ediane Maria (PSOL) é um dos nomes da região que busca a reeleição nesse ano. Ao RDtv dessa quarta-feira (12/08), a parlamentar ressaltou a necessidade de manter na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) não só a representação do ABC, mas a representação da população da periferia. Levando lutas e propostas que possam garantir melhor qualidade de vida para esse grupo social.
Para Ediane, ex-empregada doméstica, em 2022 havia a necessidade de uma parlamentar que representasse a população mais pobre no Parlamento paulista. Sentia que esse grupo social não era ouvido pelos deputados. E entende que a necessidade persiste, principalmente pela experiência que teve nesse mandato.
“A gente hoje existe no Estado de São Paulo. Hoje nós podemos falar sobre nós, colocando o 27 de abril, que foi uma das primeiras leis que foi sancionada pelo nosso mandato. Também fiz um papel fundamental, porque vi dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo um apartheid. Vi os porões, que é o reflexo real da política, do distanciamento também de quem mais precisa dela. Ou seja, ali dentro vi o espaço da limpeza, das meninas que limpam os gabinetes, que dão um cafezinho para os deputados, as pessoas que fazem toda aquela casa, aquela mega estrutura, de ser limpo, os carpetes, os mármores.”, inicia.

“Você imagina alguém como eu, pedreira, diarista, empregada doméstica, poder entrar ali e ver que ali é a manutenção do poder, ali é a manutenção das periferias continuarem sendo o que elas são, sem acesso, sem investimentos, sem bem uma creche a mais, sem ver uma pracinha a mais, um espaço de lazer para as nossas crianças.”, segue Ediane.
Liderança no MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Ediane protocolou recentemente um projeto de lei que visa criar o Minha Casa, Minha Vida Paulista. Na sua visão, a proposta visa ampliar as possibilidades de investimento na habitação popular, garantindo mais oportunidades para os que mais precisam.
Outro ponto é conseguir aproximar os movimentos sociais deste tipo de ação, algo que vê acontecer no programa nacional.
“O que eu faço com o projeto Minha Casa, Minha Vida Paulista? Eu mudo também, além da gente pegar investimento com os movimentos, pegar investimento do governo federal, também o estado de São Paulo, que ficava omisso nesse investimento, também a gente possa pegar o nosso dinheiro e fazer uma política de habitação igual a do Minha Casa Minha Vida, aqui no estado de São Paulo.”, explica.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
