Entre as pré-candidaturas do ABC para as eleições de 2026, uma é coletiva. Com o nome de urna ‘Reina do Coletivo Fisioterapia’ (PSOL), cinco fisioterapeutas se uniram na busca por uma das cadeiras da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Ao RD Cast desta segunda-feira (10/08), Dr. Marcelo Reina, porta-voz do coletivo, falou sobre a necessidade de defesa da categoria e a luta para que a especialidade esteja disponível desde a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
O grupo também conta com o Dr. Cássio Stipanich, Dra. Léo César, Dr. Marcelo Sidney e o Dr. Rivaldo Novaes. O coletivo une nomes da Grande São Paulo e da Baixada Santista. “Nós achamos que somente assim nós poderíamos aumentar o que nós chamamos de representatividade, então nós queríamos que as pessoas encontrassem na nossa candidatura uma referência para a nossa profissão.”, explica Reina.
A pré-candidatura busca, a partir da representatividade política, um maior apoio para os profissionais. Marcelo chegou a afirmar que a categoria não conta com o respaldo de uma entidade sindical ou mesmo do Conselho Regional para ter apoio na resolução dos mais diversos problemas, principalmente os trabalhistas.

“E os conselhos regionais, os profissionais da saúde também, não serve para quase nada, é uma burocracia, é uma burocracia muito distante da realidade. Então, você vai conversar com as pessoas que fazem parte dos conselhos, eles acham que produzem muito, fazendo determinados eventos, visitas esporádicas em hospitais, a rotina do nosso colega profissional da saúde e fisioterapeuta é o assédio, é fraude trabalhista. Todo mundo sabe disso.”, disse o pré-candidato.
Sobre a participação no SUS, Reina entende que existe a necessidade de oferecer os serviços de fisioterapia desde a porta de entrada. Na sua visão, tal cenário evitaria as longas filas nos centros especializados, equipamentos que concentram toda a demanda da população.
Outro motivo para a mudança no sistema de atendimento é fazer com que um fisioterapeuta possa ser o responsável pela indicação do melhor tratamento, assim evitando situações vistas nos planos de saúde com a limitação de sessões, o que não levaria em conta as necessidades daquele paciente. Aliás, o sistema privado é alvo de diversas críticas do coletivo.
“Boa parte do nosso mandato, se a gente conseguir, vai ser perseguindo o convênio. E boa parte é relacionado a isso, a fraude trabalhista. Então, são colegas que trabalham em hospital, vocês com certeza vão, o fisioterapeuta que está me ouvindo aqui, você trabalha no hospital, que é terceirizado, quarteirizado, e aí eles falam para o fisioterapeuta para ele emitir um RPA ou para ele ser um PJ. E aí, deixa eu falar uma coisa para vocês, isso é uma fraude, é uma fraude. Você tem que denunciar no Ministério Público do Trabalho. Se o Ministério Público do Trabalho souber disso daqui, ele pode te ajudar.”, disse.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
