
O movimento nas rodovias paulistas voltou a crescer em junho e reforçou o ritmo de trajetória positiva observado ao longo de 2026. Dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), apontam que o fluxo total de veículos aumentou 0,5% entre maio e junho, já descontados os efeitos sazonais.
Embora a alta tenha sido moderada, ela foi impulsionada principalmente pelo transporte de cargas, que registrou avanço de 3% no tráfego de veículos pesados, enquanto a circulação de veículos leves permaneceu praticamente estável, com crescimento de 0,1%.
Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi mais expressivo. O fluxo total nas rodovias do Estado cresceu 6,5%, refletindo o aumento das viagens tanto de automóveis e utilitários leves (6,4%) quanto de caminhões (6,9%). O desempenho sugere um cenário de maior circulação de pessoas e mercadorias, acompanhado da expansão da atividade econômica e da logística no Estado.
O crescimento também aparece quando se observa um período mais longo. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o tráfego nas rodovias paulistas avançou 5,3% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Os veículos leves responderam pela maior parte desse movimento, com alta de 5,4%, enquanto o fluxo de pesados aumentou 4,5%.
Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice aponta expansão de 4,1% no tráfego total das rodovias paulistas. Nesse intervalo, o crescimento foi praticamente uniforme entre veículos leves (4,1%) e pesados (4%), indicando uma tendência consistente de aumento da circulação no Estado.
O avanço do tráfego ocorre em um contexto de expansão da frota paulista. Em maio de 2026, São Paulo alcançou 35,8 milhões de veículos registrados, o equivalente a 27,2% de toda a frota nacional. O número representa crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior, de 1,3% no acumulado do ano e de 2,9% nos últimos 12 meses.
Predominância de automóveis
Os automóveis continuam sendo predominantes, representando 58,5% da frota estadual. Na sequência aparecem motocicletas (17%), caminhonetes (6,5%), camionetas (5,2%), motonetas (4,1%) e caminhões (2,1%). Os demais tipos de veículos respondem por 6,6% do total.
O perfil da frota também mostra que os veículos bicombustíveis representam a maior parcela da frota estadual com 42,7% do total, enquanto veículos exclusivamente a gasolina somam 41,4%. Os veículos a diesel correspondem a 6,4%, os movidos apenas a etanol representam 5,1%, os abastecidos com GNV chegam a 0,8%, e elétricos e híbridos ainda têm participação reduzida, de 0,7%.
Outro dado que chama atenção é a idade dos veículos em circulação. A frota paulista tem idade média de 18,4 anos, e mais de um terço dos veículos (37,8%) foi fabricado há mais de duas décadas. Apenas 15,6% têm até cinco anos de uso. O restante se distribui entre veículos com 6 a 10 anos (12,8%), de 11 a 15 anos (19,1%) e de 16 a 20 anos (14,7%).
A combinação entre o aumento do fluxo nas rodovias e a expansão da frota reforça os desafios para a infraestrutura viária do Estado. O crescimento da circulação amplia a demanda por investimentos em conservação, capacidade das estradas e segurança, ao mesmo tempo em que evidencia a importância das rodovias paulistas para o transporte de pessoas e mercadorias no País.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
