
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a falar sobre a possibilidade de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo, expandindo para 64 participantes. De acordo com o mandatário, o tema deve ser debatido após o mundial de 2026 nos próximos comitês da entidade.
“Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após essa Copa e será discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”, explicou Infantino em entrevista ao site Blue News, da Suíça.
O dirigente justificou que a decisão pode democratizar a competição e incentivar o esporte em países de menor relevância na modalidade. Vale lembrar que para a edição atual, o número saltou de 32 para 48 países e aumentou significativamente o número de partidas e, consequentemente, de gols no torneio.
“Ao organizar uma Copa, é importante organizá-la para o mundo inteiro e não apenas para a Europa e América do Sul. Toda nação deveria poder sonhar em participar. Você pode ver que a qualidade das equipes é extremamente alta e está cada vez mais alta em todo o mundo. Se você não der chance de países menores participarem, eles perderão o incentivo para continuar melhorando”.
A próxima edição, em 2030, foi confirmada para seis países. Argentina, Paraguai e Uruguai vão receber uma partida cada na América do Sul, em homenagem ao centenário do mundial. Espanha e Portugal, na Europa, e Marrocos, na África, vão ficar com a maior parte do torneio.
O aumento dos participantes beneficiará diretamente a América do Sul, contemplando quase todos os países do continente. Dos dez participantes, apenas quatro nações ficaram ausentes da atual Copa do Mundo: Chile, Peru e Venezuela não alcançaram a pontuação necessária, enquanto a Bolívia perdeu na repescagem para o Iraque.
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