
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo continua repercutindo entre ex-jogadores da seleção. Durante a live “Seleção Estadão”, o ex-atacante Paulo Sérgio fez duras críticas ao atual momento do futebol brasileiro e afirmou que o resultado apenas evidenciou problemas antigos da equipe.
Segundo o ex-jogador, o início do trabalho de Carlo Ancelotti gerou uma expectativa positiva, mas a derrota fez com que a realidade voltasse à tona. Para ele, o histórico recente da seleção já indicava que seria difícil uma mudança de desempenho em pouco tempo.
“A minha expectativa também no início era grande. Eu via que em alguns jogadores havia uma mudança. E, lógico, nós brasileiros somos aquelas pessoas que esquecem rápido as coisas ruins. Se você dá um fio de esperança, a gente agarra”, afirmou.
Na sequência, Paulo Sérgio lembrou a sequência de resultados negativos acumulados pela seleção nos últimos anos e disse que o desempenho recente acabou sendo ignorado pela torcida.
“O brasileiro esquece rápido. A gente esqueceu que perdemos duas vezes para a Argentina, perdemos para a Colômbia, para o Japão, para Marrocos, empatamos com a Venezuela, perdemos para a Bolívia. Aí, quando perdeu agora, eu pensei: ‘Caramba, fizemos tudo isso lá atrás e em pouco tempo eles iam mudar geral?’. Não dá”, declarou.
Para o ex-atacante, a eliminação diante da Noruega representa um retrato do atual estágio do futebol brasileiro e evidencia que mudanças estruturais precisam acontecer antes de a seleção voltar a disputar títulos com protagonismo.
“Na realidade, a gente cai na real do que realmente é a situação do nosso país no futebol. É triste, mas é uma realidade. Enquanto não ajustar a CBF, não ajustar o futebol brasileiro na sua totalidade, essa geração é perdedora. Essa geração que está aí é perdedora”, criticou.
Paulo Sérgio ainda afirmou que o Brasil acumula campanhas decepcionantes em grandes competições há mais de uma década e que os resultados recentes reforçam esse cenário.
“Não podemos achar que vamos ter vitórias ou conquistas com esse grupo. Infelizmente, estamos em uma geração perdedora. Desde 2014, ou até mesmo desde 2006, a gente só está passando vexame”, concluiu.
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