
A seleção brasileira feminina de vôlei largou bem na terceira etapa da Liga das Nações. A equipe do técnico José Roberto Guimarães soube administrar a pressão de jogar na casa das adversárias e derrotou o Japão por 3 sets a 1, parciais de 25/20, 19/25, 25/19 e 25/23, na manhã desta quarta-feira (08/07), em partida realizada em Osaka, no Japão, com 1h54 de duração.
Após o triunfo, o Brasil figura na segunda colocação da classificação da competição, com 23 pontos, ao lado dos Estados Unidos. As norte-americanas, no entanto, lideram a tabela nesta fase pelos critérios de desempate.
Com o resultado, o time nacional chegou à oitava vitória e contabiliza apenas uma derrota na campanha até aqui. O Brasil volta a entrar em ação nesta sexta-feira (10), às 7h20, novamente em Osaka, e terá pela frente a seleção polonesa. Já as japonesas jogam nesta quinta-feira (9) e tentam a reabilitação contra a Tailândia.
Pelo regulamento da competição, 18 seleções disputam 12 partidas ao longo de três etapas. Ao fim da fase classificatória, as oito equipes de melhor campanha se credenciam para disputar as quartas de final do torneio na China.
Com um bloqueio eficiente, principalmente na primeira metade do set inicial, o Brasil chegou a abrir vantagem de cinco pontos sobre as japonesas (10 a 5) e administrou a liderança do placar, com boa atuação de Julia Bergmann na rede.
Pelo lado das asiáticas, o destaque nesse período ficou por conta de Mayu Ishikawa. A ponteira conseguiu superar o bloqueio brasileiro na maioria das vezes em que foi acionada. No entanto, com maior volume de jogo e um saque eficiente, o time do técnico José Roberto Guimarães continuou melhor em quadra e fechou a primeira parcial por 25/20.
O Japão voltou para a quadra e forçou bastante o saque. Com dificuldade na recepção, o Brasil não conseguiu encaixar seu jogo. As anfitriãs mantiveram o ritmo forte e, lideradas por Ishikawa, abriram vantagem de cinco pontos no segundo set: 11 a 6.
Com seguidas falhas de fundamento (incluindo três erros de saque), o Brasil não conseguiu reagir. Com um grande repertório no ataque (ora com potência, ora com largadas na rede), Ishikawa desequilibrou a segunda parcial e conduziu o Japão ao triunfo por 25/19.
Rosa Maria iniciou o terceiro set na saída de rede, o ataque voltou a funcionar bem e o time encarou o Japão de igual para igual. Com Ana Cristina como destaque, a equipe de José Roberto Guimarães liderou o placar e abriu importante vantagem de 16 a 12.
Com personalidade e um bloqueio eficiente, o Brasil não apenas administrou a vantagem como também impôs seu jogo diante das japonesas. Nesse ritmo, o time nacional não deu chances de reação e fechou o terceiro set em 25/19.
A quarta parcial voltou a apresentar um cenário complicado para o Brasil. O Japão conseguiu abrir vantagem no placar, chegou a 11 a 7 e colocou pressão sobre o time brasileiro, que voltou a falhar e ceder pontos fáceis para as anfitriãs.
O set, que parecia encaminhado para o Japão, ganhou contornos de dramaticidade com a reação brasileira. Com uma atuação decisiva na reta final, a seleção nacional empatou o duelo em 23 pontos e garantiu a vitória por 3 sets a 1, com triunfo na quarta parcial por 25/23, iniciando a terceira etapa da VNL com um resultado positivo.
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