
A queda dos Estados Unidos diante da Bélgica, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, teve repercussão imediata fora do universo esportivo. Após a derrota, a Federação de Futebol do Irã aproveitou a goleada dos belgas sobre os norte-americanos para publicar uma provocação nas redes sociais e levar para o ambiente da Copa a rivalidade política que há décadas marca a relação entre os dois países.
Em uma publicação, a entidade compartilhou uma mensagem em tom irônico: “Breve mensagem da assessoria de imprensa da seleção nacional: o mundo comemora com dança a derrota humilhante da política para o futebol.”
A federação do país também publicou uma imagem em referência aos resultados das partidas entre Irã e Bélgica e EUA e Bélgica e destacou que os iranianos levaram a melhor na disputa com os europeus. Além disso, o perfil oficial da seleção iraniana compartilhou mensagens em tom provocativo dirigidas aos norte-americanos.
A provocação reflete o histórico de rivalidade política entre Irã e Estados Unidos, intensificado nos últimos anos. Desde que voltou à Casa Branca, o presidente Donald Trump retomou uma política de endurecimento contra Teerã, com novas sanções econômicas, críticas ao governo iraniano e discursos em defesa de maior pressão sobre o país. O clima de tensão também chegou ao Mundial.
Os reflexos dessa relação apareceram durante a competição. Por questões ligadas às restrições impostas pelas autoridades norte-americanas, a seleção iraniana não pôde permanecer nos Estados Unidos entre as partidas e precisou manter sua base em Tijuana, no México. Com isso, a delegação foi obrigada a cruzar a fronteira após cada jogo disputado em solo norte-americano e enfrentou uma rotina de viagens desgastante, que gerou reclamações do elenco.
Os Estados Unidos deram adeus ao Mundial após perder por 4 a 1 para a Bélgica nas oitavas de final. Já o Irã foi eliminado ainda na fase de grupos e não conseguiu avançar ao mata-mata.
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