
Nesta terça-feira (30/06) a prefeitura de Diadema e o SindSaúdeABC (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do ABC), participaram de audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que terminou com a proposta por parte da administração municipal de pagamento de verbas trabalhistas em atraso. O não pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores desde janeiro motivou a greve dos trabalhadores da saúde ligados à Organização Social de Saúde SPDM (Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina) que presta serviços para o município. Cerca de 800 trabalhadores entre enfermeiros e auxiliares se revezam na paralisação desde o dia 03/06.
Depois de quase um mês de paralisação, o TRT chegou a determinar o arresto de bens das contas da prefeitura de Diadema para reunir R$ 2,5 milhões e pagar o dissídio dos trabalhadores, a prefeitura recorreu, mas agora a situação parece ter chegado a um desfecho positivo.
Na tarde desta terça-feira o desembargador e vice-presidente do TRT da Segunda Região, Francisco Ferreira Jorge Neto, presidiu nova audiência para tentativa de conciliação entre prefeitura e a representação dos trabalhadores, onde a gestão municipal confirmou o pagamento da diferença à SPDM que repassará aos trabalhadores valor do dissídio definido no ano passado.
Segundo Almir Rogério, o Mizito, presidente do SindSaúdeABC, a proposta foi positiva e, além de garantir a proteção para o emprego dos servidores da saúde também já garantiu o repasse do dissídio que vai ser definido nos próximos meses da campanha salarial 2026/2027. “Foi melhor do que a gente imaginava, já falamos do índice desse ano e já ficou acertado. A prefeitura vai pagar a diferença do reajuste salarial, que já deveria estar sendo pago desde janeiro, e já ficou acordado que vai pagar o dissídio deste ano”, explica.
Como a ata oficial da reunião ainda não saiu e a categoria ainda vai votar sobre a proposta apresentada pela prefeitura, Mizito não adiantou como serão feitos os pagamentos, mas ele diz que, com a nova proposta não há porque manter a greve. “Vamos chamar uma assembleia para segunda-feira (06/07) para apresentar a proposta aos trabalhadores, mas avalio que foi uma baita vitória, apesar de todo esse transtorno. O trabalhador já era para estar utilizando esse valor do reajuste, mas está esperando desde janeiro. Essa foi uma vitória do trabalhador que buscou o seu direito na raça, mesmo com ameaças nos locais de trabalho durante a greve”, diz o sindicalista.
Não haverá desconto dos dias parados. “O desembargador e o Ministério Público do Trabalho endossaram a proposta construída e alertaram que, se não houvesse acordo a situação poderia chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal), o que poderia acarretar em muito tempo de espera para o pagamento ao trabalhador, como outras ações que temos que estão há mais de 10 anos aguardando. Então, foi uma vitória, a justiça considerou a greve legal e entendeu que não houve omissão no atendimento à população”, completa Mizito.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
