
A família do pequeno Isaac Ryan Bastos Gomes, de apenas cinco meses de idade, está desesperada pela transferência do bebê, do Hospital de Urgência de São Bernardo para um centro especializado em tratamento de doenças do coração. A criança foi diagnosticada com cardiomiopatia hipertrófica, uma doença genética que engrossa as paredes do coração que pode ocasionar uma série de riscos. A criança está inscrita no sistema Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde), que ainda não indicou vaga para transferir Isaac, informa apenas que, por enquanto, a criança terá apenas tratamento ambulatorial após alta do HU.
A mãe, Renata Bastos Gomes, tem usado as redes sociais para tentar a sensibilização de políticos da região e que estes façam pressão para que a transferência seja realizada mais rapidamente. Em publicação na sua página, no Facebook, Renata conta que a transferência para hospitais que são referência em tratamento de coração, como o Dante Pazzanese e o Incor (Instituto do Coração) teria sido negada. “Aqui é uma mãe que está implorando por socorro, pela vida do meu filho. Vocês podem ajudar, estou lutado pela vida do meu filho”, diz a mãe endereçada aos hospitais.
Ao ser questionada sobre medidas de urgência para tratar Isaac, a secretaria estadual de Saúde, informou que a criança, assim que se recuperar do vírus respiratório, motivo que teria levado à internação em São Bernardo, será encaminhada para tratamento ambulatorial, para caso sem recomendação de urgência. “A Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) informa que o paciente I.R.B.G. encontra-se estável e recebe toda a assistência necessária, em tratamento para vírus sincicial respiratório, no Hospital de Clínicas de São Bernardo. O paciente terá consulta ambulatorial eletiva, sem caráter de urgência, agendada em serviço de referência em cardiologia, conforme solicitação da unidade de origem”, diz a pasta estadual de Saúde, em nota.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
