
Dor abdominal intensa e inesperada pode ser um sinal de apendicite, uma das emergências cirúrgicas mais comuns no Brasil e no mundo. A doença ocorre quando o apêndice, uma pequena estrutura localizada no intestino grosso, fica inflamado e pode evoluir rapidamente, o que exige atendimento médico imediato. Quando não tratada, pode causar complicações graves.
Segundo o Ministério da Saúde, a apendicite é considerada a principal causa de cirurgia de emergência abdominal no país, com mais de 97 mil procedimentos realizados anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Principais sinais, sintomas e causas
André Augusto Pinto, cirurgião geral e do aparelho digestivo da Clínica ABC, afirma que o sintoma mais comum da apendicite é a dor abdominal e alerta para a importância de observar outros sinais. “A dor pode começar próxima ao umbigo e depois se concentrar no lado inferior direito do abdômen. Também podem ocorrer febre, náuseas e vômitos, falta de apetite, abdômen endurecido, dificuldade para caminhar devido à dor e, em alguns casos, prisão de ventre ou diarreia”, explica.
Os casos são mais frequentes em jovens adultos entre 20 e 29 anos e apresentam leve predominância entre os homens. A doença costuma surgir quando o apêndice é obstruído, o que pode ocorrer por acúmulo de fezes endurecidas, inflamações intestinais ou infecção. Quando há obstrução, as bactérias se espalham pelo apêndice, provocam inflamação e aumentam o risco de rompimento.
Quando procurar ajuda médica?
A recomendação é buscar atendimento médico imediatamente diante de dores abdominais fortes e persistentes, principalmente quando acompanhadas de febre, náuseas ou vômitos. “Isso porque, sem tratamento rápido, o apêndice pode romper e espalhar infecção pelo abdômen, o que aumenta o risco de complicações graves”, alerta o especialista.
O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais e de imagem, como ultrassom ou tomografia.
Qual é o tratamento?
A cirurgia para retirada do apêndice é considerada o tratamento mais comum. Chamada de apendicectomia, ela pode ser realizada de forma tradicional ou por laparoscopia, técnica minimamente invasiva na qual a recuperação costuma ser mais rápida.
Em alguns casos, especialmente nas fases iniciais, os especialistas podem indicar o uso de antibióticos, mas a cirurgia ainda é considerada o tratamento padrão para a maioria dos pacientes.
O diagnóstico precoce é muito importante para evitar complicações e garantir uma recuperação mais segura e rápida para o paciente.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
