
O ABC é reconhecido nacionalmente como um dos principais polos industriais e econômicos do Brasil. Com forte presença dos setores automotivo, químico, tecnológico, logístico e de serviços, a região possui enorme potencial para ampliar sua participação em mercados internacionais. Para isso, as empresas precisam desenvolver competências capazes de compreender um ambiente global cada vez mais complexo e competitivo.
Segundo a Profa. Mayra Coan Lago, coordenadora do curso de Bacharelado em Relações Internacionais do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), as Relações Internacionais deixaram de ser um campo restrito à diplomacia e passaram a desempenhar papel estratégico no crescimento e na internacionalização das organizações.
“Hoje, até mesmo pequenas e médias empresas precisam compreender como fatores internacionais afetam seus negócios. Questões como câmbio, geopolítica, acordos comerciais, sustentabilidade, logística global e transformação digital influenciam diretamente a competitividade das empresas”, explica a especialista.
A professora destaca que muitas organizações do ABC já possuem produtos e serviços com potencial para competir internacionalmente, mas ainda enfrentam desafios relacionados ao acesso a mercados externos, inteligência de negócios e posicionamento global.
Entre as principais oportunidades estão a exportação de produtos industrializados, a participação em cadeias globais de fornecimento, a atração de investimentos estrangeiros e a ampliação de parcerias internacionais.
A professora ressalta ainda que o primeiro passo para uma empresa conquistar novos mercados é desenvolver inteligência estratégica. “Não basta ter um bom produto. É necessário compreender o ambiente econômico, político, regulatório e cultural dos países onde se pretende atuar. Essa análise reduz riscos e aumenta as chances de sucesso internacional”, diz.
Outro aspecto importante é a crescente relevância das agendas ESG (Environmental, Social and Governance) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Empresas que incorporam práticas sustentáveis e de governança tendem a encontrar maior aceitação em mercados internacionais e junto a investidores globais.
A transformação digital também ampliou as possibilidades de internacionalização.
Ferramentas de Inteligência Artificial, análise de dados e plataformas digitais e-commerce permitem que empresas de diferentes portes alcancem clientes em outros países de forma mais rápida e eficiente do que há alguns anos. “A tecnologia democratizou o acesso aos mercados globais. Hoje uma empresa pode identificar oportunidades internacionais, analisar concorrentes, estudar tendências e prospectar clientes por meio de recursos digitais e Inteligência Artificial”, afirma.
As Relações Internacionais também contribuem para a gestão de riscos. Eventos como conflitos geopolíticos, mudanças regulatórias, crises econômicas e alterações em cadeias globais de suprimentos podem impactar diretamente os negócios.
Nesse contexto, profissionais com formação internacionalizada tornam-se cada vez mais importantes para apoiar decisões estratégicas e identificar oportunidades de expansão.
A coordenadora ressalta ainda que o ABC possui vantagens competitivas importantes para ampliar sua inserção internacional, como localização estratégica, infraestrutura logística, tradição industrial, presença de multinacionais e forte capacidade de inovação. “A região possui todas as condições para ampliar sua participação nos mercados globais. O desafio está em transformar conhecimento, tecnologia e inovação em estratégias internacionais bem estruturadas”, destaca.
Para atender a essa demanda crescente, o Centro Universitário Fundação Santo André lançou o curso de Bacharelado em Relações Internacionais, com uma proposta inovadora que integra negócios internacionais, ESG, Inteligência Artificial, transformação digital, geopolítica, comércio exterior e análise de cenários globais.
A formação prepara profissionais capazes de atuar em empresas multinacionais, consultorias, comércio exterior, relações governamentais, inteligência de mercado, sustentabilidade corporativa e projetos globais de inovação. “As organizações procuram profissionais que consigam conectar negócios, tecnologia, sustentabilidade e relações globais. Essa é justamente a proposta da nova formação em Relações Internacionais da Fundação Santo André”, conclui.
Em um cenário cada vez mais conectado, compreender o mundo tornou-se uma vantagem competitiva. Para as empresas do ABC, as Relações Internacionais podem ser a chave para abrir portas, conquistar novos mercados e fortalecer sua presença global.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
