ABC - segunda-feira , 15 de junho de 2026

Bélgica de De Bruyne chega à 4ª Copa sob pressão e pega Egito em estreia que expõe fim de ciclo

A equipe viveu seu auge recente em 2018, quando eliminou o Brasil. (Foto: @belgianreddevils/Instagram)

A Bélgica estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira, às 16h (de Brasília), diante do Egito, no Lumen Field, em Seattle, pelo Grupo G, que ainda conta com Irã e Nova Zelândia. O confronto marca o início da trajetória de uma seleção que tenta manter viva sua geração mais vitoriosa e de outra que busca consistência para se firmar entre as forças competitivas do cenário internacional.

O duelo carrega também um pano de fundo importante para os belgas. A equipe viveu seu auge recente em 2018, quando eliminou o Brasil nas quartas de final e terminou a Copa na terceira colocação, resultado que consolidou a chamada “geração dourada”. Desde então, porém, o desempenho caiu de forma evidente, com dificuldades em grandes torneios e um processo contínuo de transição ainda sem reposicionamento claro entre as seleções de elite.

Kevin De Bruyne chega à sua quarta Copa do Mundo como principal referência técnica e símbolo dessa era. Ao lado de nomes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois – que voltou à seleção após período de ausência – o meio-campista lidera um grupo experiente, mas que já não apresenta a mesma profundidade, intensidade e estabilidade coletiva do ciclo anterior. A dependência de seus principais nomes segue como um dos pontos centrais da equipe.

A Bélgica ainda sustenta números positivos recentes nas Eliminatórias europeias, com campanha invicta, mas não conseguiu transformar desempenho em confiança nos torneios de maior peso. Na Eurocopa e na Liga das Nações, a equipe oscilou, e o Mundial de 2022 reforçou o cenário de queda, com eliminação ainda na fase de grupos e ambiente interno marcado por instabilidade.

Do outro lado, o Egito chega ao Mundial em um estágio distinto de sua trajetória recente. Sem ser uma seleção em renovação profunda nem uma equipe consolidada no topo do futebol mundial, o time egípcio ocupa uma zona intermediária de competitividade, sustentada por um bloco experiente e competitivo no contexto africano. Mohamed Salah segue como principal referência técnica e liderança ofensiva, cercado por jogadores com rodagem internacional e forte presença em competições continentais.

A equipe egípcia conseguiu se manter competitiva ao longo do ciclo e chega ao torneio com uma proposta baseada em organização e equilíbrio, buscando reduzir a dependência de momentos individuais. Ainda assim, carrega o desafio de transformar consistência regional em impacto em nível global, algo que historicamente tem sido uma barreira em Copas do Mundo.

FICHA TÉCNICA

BÉLGICA X EGITO

BÉLGICA – Mostafa Shobeir, Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Hamdy Fathy e Ahmed Fatouh; Marwan Attia, Mohanad Lasheen, Mahmoud Trezeguet e Mohamed Salah; Zizo e Omar Marmoush. Técnico: Hossam Hassan.

EGITO – Courtois, Alexis Saelemaekers , Nathan Ngoy, Arthur Theate e Maxim De Cuyper; Amadou Onana, Nicolas Raskin, Youri Tielemans e Kevin De Bruyne; Charles De Ketelaere e Jeremy Doku. Técnico: Rudi Garcia.

ÁRBITRO – Ramon Abatti Abel (BRA).

HORÁRIO – 16h.

LOCAL – Lumen Field, em Seatlle (EUA).

ONDE ASSISTIR – SporTV e CazéTV.

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