
Em meio à febre pelo álbum oficial da Copa do Mundo, que já lidera as vendas no Brasil com mais de 125 mil exemplares, uma comunidade em Santo André decidiu subverter a lógica do mercado. No Instituto SECI, os rostos mais disputados nos pacotinhos não são os de astros internacionais, mas os das próprias crianças atendidas pelo projeto social.
A iniciativa transformou o fenômeno das figurinhas em uma ferramenta de representatividade. Com a produção de 550 álbuns e cerca de 250 mil figurinhas, para garantir a dinâmica de trocas entre os participantes, o projeto permite que cada um dos 450 alunos se enxergue como protagonista.
A iniciativa surgiu de uma pergunta simples: “E se cada criança pudesse se enxergar como uma estrela?”. Ao encontrar a própria imagem nas páginas, os alunos se reconhecem como protagonistas de suas histórias e fortalecem vínculos de pertencimento e identidade.
“Quando uma criança abre o álbum e encontra a própria imagem, ela entende que sua trajetória importa. Não só falamos sobre elas, foi algo construído com elas. É sobre sonhos, autoestima e construção de identidade”, explica Guilherme Ferreira, presidente do Instituto SECI.
O esporte é utilizado pelo Instituto SECI como ferramenta de desenvolvimento social e educação. Um dos exemplos é o projeto Futebol Bilíngue, realizado dentro da iniciativa Educação em Movimento, em parceria com a Petrobras. A atividade une prática esportiva e aprendizado da língua inglesa, trabalha comunicação, vocabulário e convivência por meio das dinâmicas em campo.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
