
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, estão no Rio de Janeiro para o lançamento da plataforma Tela Brasil neste sábado (30/5). Uma cerimônia na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, oficializa o streaming criado pelo governo, que reúne conteúdo audiovisual produzido no Brasil.
A plataforma pública e de acesso gratuito estreia com 555 obras audiovisuais brasileiras produzidas entre 1910 e 2025. A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
‘Plenitude da cultura brasileira’
Lula afirmou que o lançamento do streaming público Tela Brasil pelo Ministério da Cultura contribui para que o povo brasileiro compreenda a origem e a produção cultural do próprio país.
“Agora vamos nos compreender, porque estamos muito acostumado com cultura estrangeira no Brasil. A quantidade de conteúdo enlatado, de má qualidade, que a gente é obrigado a assistir toda noite porque não tem outra coisa para ver não permite que a juventude brasileira tenha acesso e entenda a plenitude da cultura brasileira”, disse durante o evento no Rio de Janeiro (RJ).
Lula também defendeu o fortalecimento da produção cultural nacional como instrumento de desenvolvimento econômico e valorização da identidade brasileira. Segundo o presidente, o setor gera empregos em diferentes áreas e tem papel central na formação da sociedade.
“Cada filme envolve milhares de pessoas, cada peça de teatro envolve centenas de pessoas trabalhando, cada show musical mobiliza dezenas e centenas de profissionais. A gente não tem dimensão do que a cultura representa para o desenvolvimento econômico e profissional do nosso país”, afirmou.
O presidente argumentou que o acesso à cultura nacional é fundamental para que os brasileiros conheçam a própria história e compreendam a diversidade que caracteriza o Brasil.
Margareth Menezes: Não precisamos inventar produtora de mentira
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse neste sábado (30) que o governo do presidente Lula não precisa inventar uma produtora para fazer filmes que valorizem a cultura nacional. A ministra fez referência à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nas últimas semanas, mensagens atribuídas ao filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL na disputa presidencial de 2026, solicitaram recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a realização do filme e provocaram mudança de discurso entre apoiadores do ex-presidente.
“Todo mundo está comprometido em fazer com que as políticas culturais cheguem a todo lugar e fortalecer o nosso setor. A gente não precisa inventar produtora de mentira para ser o que somos”, disse a ministra durante o evento no Rio de Janeiro (RJ).
Durante o evento, Margareth classificou a plataforma de streaming pública Tela Brasil como uma ferramenta para ampliar o acesso da população a filmes, séries e documentários produzidos no Brasil.
A expectativa do Ministério da Cultura é que a iniciativa amplie a visibilidade das obras nacionais e democratize o acesso ao conteúdo audiovisual brasileiro.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
