O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chamou o governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) de “meu amigo” em discurso neste sábado (16/05).
A declaração ocorreu durante evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, em Sorocaba, no interior paulista. Tarcísio estava confirmado na agenda, mas não compareceu em razão de uma gripe, segundo sua assessoria de imprensa.
Flávio e Tarcísio estiveram juntos em um primeiro evento de lançamento da pré-candidatura de Derrite, realizado na sexta-feira (15), em Campinas, também no interior paulista.
“Meu amigo Tarcísio de Freitas, nosso pré-candidato ao governo de São Paulo, que realiza um trabalho histórico junto com Derrite e André do Prado (PL-SP)”, disse Flávio em Sorocaba. Prado é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e pré-candidato ao Senado pelo PL.
O discurso ocorre em meio à crise na pré-campanha do senador, após o portal The Intercept revelar áudios e mensagens em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a fala, Flávio reafirmou a intenção de disputar a Presidência da República e afirmou contar com um grupo que atuará de “punho cerrado para defender o Brasil”.
O pré-candidato do PL afirmou ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “corrupto” e persegue adversários políticos. Ele mencionou a substituição do delegado da Polícia Federal que chefiava o inquérito sobre desvios no INSS e que havia pedido investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente, conhecido como Lulinha.
“Eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca do INSS para tentar manipular as investigações”, disse.
Flávio também citou o endividamento das famílias e afirmou que a alta taxa de juros resulta de um “governo irresponsável”.
“Esse percentual altíssimo que corrige a dívida dos brasileiros a torna impagável. Dois programas Desenrola em apenas três anos de governo Lula somam R$ 500 bilhões. E esse outro Desenrola oferece R$ 4,5 bilhões, além do uso do FGTS da própria pessoa que quer se livrar da dívida”, declarou.
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